Antigos desafetos, Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL) agora integram o PL e querem o mesmo cargo na eleição de outubro: o Senado. Neste ano, duas vagas estão em jogo, o que resolveria o problema, não fosse a enorme desconfiança que ronda a relação dos dois.
Reinaldo e Contar fazem uma aposta de risco, que pode terminar mal para um dos lados na pré-campanha ou no resultado final da eleição.
A aposta inicial, que levou o próprio Reinaldo a convidar o antigo adversário para o PL, era tirá-lo do caminho da reeleição de Eduardo Riedel (PP). Contar aceitou, mas nunca expôs a aproximação com Reinaldo e Riedel.
Contar fez questão de se filiar na presença de Valdemar, que inclusive lhe anunciou como pré-candidato ao Senado do partido. Reinaldo alega que Valdemar não passou por cima dele, porque tudo foi previamente combinado, mas o anúncio criou problema na relação de Reinaldo com aliados, que não aceitam serem trocados por um rival do grupo político.
Aposta de risco
Reinaldo foi alertado por aliados do perigo que o grupo corre com a abertura para Contar. Uma parte destes aliados entende que o próprio Reinaldo corre o risco de não ser eleito, caso Contar se una a outros bolsonaristas que pretendem disputar Governo e Senado.
Com a caneta na mão, Reinaldo acredita que tudo pode mudar até as convenções, discurso que vem repetindo em entrevistas, quando fala que os pré-candidatos ao Senado do grupo político não foram definidos.
Reinaldo aposta no acordo feito com Valdemar da Costa Neto, em quem Contar também confia. Ocorre que o prazo para troca de partido acaba em abril.
Se não mudar de sigla até lá, Contar não terá como concorrer, caso Reinaldo e o próprio Valdemar mudem de ideia e decidam que ele não disputará o Senado. Neste caso, Contar medirá forças com Reinaldo e caberá a Valdemar, que comanda o diretório nacional, decidir quem vencerá a disputa.
Uma parte do grupo próximo a Reinaldo não acredita que ele seria doido de fazer aliança com Contar e aposta que o ex-deputado será, no máximo, candidato a deputado federal.
Contar tem dois meses para aferir a temperatura no PL e calcular se vale a pena correr o risco de confiar nos antigos rivais. Terminada a janela, precisará confiar em Valdemar da Costa Neto.
Em 2022, Contar fez caminho parecido. Teve uma passagem relâmpago pelo PL, mas saiu em seguida, quando viu que não teria apoio para candidatura ao governo. Disputou a eleição pelo PRTB e, ajudado por uma declaração de Bolsonaro, chegou ao segundo turno e quase venceu, em uma campanha de oposição a Reinaldo e Riedel. fonte investigams
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