Empresário estava com mandado de prisão em seu desfavor desde agosto
Um empresário de 47 anos, dono de uma rede de restaurantes e hotéis em Mato Grosso do Sul, teria sido preso na manhã desta sexta-feira (16) por uma dívida de R$ 73,9 mil em pensão. A prisão aconteceu após a suspeita de que o homem pudesse estar na capital, já que viajava com frequência entre Água Clara e Campo Grande, visitando as empresas.
A polícia tomou conhecimento do número da placa da caminhonete do empresário e foi até alguns endereços ligados a ele. O homem teria sido localizado em uma rua, ocasião em que foi abordado e encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Cepol (Centro de Policiamento Especializado).
De acordo com a advogada Bruna Gasperini, que representa a defesa da ex-companheira do empresário, o casal estava junto há mais de 20 anos e a mulher decidiu se separar em dezembro. Na época, o empresário teria bloqueado os cartões de crédito e trocado as fechaduras do restaurante onde a mulher trabalhava.
“Ele bloqueou que ela e as filhas almoçassem ou abastecessem, então, assim, houve uma série de episódios de violência psicológica, violência financeira patrimonial, e, diante disso, a gente requereu as medidas protetivas com base na Lei Maria da Penha”, explicou Bruna ao Jornal Midiamax.
Após entrar com o pedido, a advogada contou que foi determinado pela Justiça o pagamento de R$ 12 mil, mas o valor nunca havia sido pago. Como o empresário teria descumprido a obrigação, a Justiça expediu um mandado de prisão no dia 27 de agosto, mas ele ainda não havia sido encontrado. “Ele foi intimado ainda em janeiro para pagar, nunca realizou. A gente conseguiu expedir o mandado de prisão, mas esse tempo todo ele ficou desaparecido”, afirmou.
Após o processo da medida protetiva, a advogada ingressou com outra ação judicial sobre a pensão alimentícia das filhas do casal, de 8 e 15 anos. Bruna Gasperini explicou que foi determinado pela justiça o valor de três salários mínimos para cada filha, totalizando em torno de R$ 9 mil. Entretanto, segundo a advogada, essa pensão também nunca foi paga.
“Desde maio, nunca pagou nem das filhas nem da mãe. Então já estava com um mandado de prisão em aberto, vai abrir outro mandado de prisão nesse processo das filhas também porque ele não pagou”, pontuou a advogada.
À reportagem, Bruna afirmou que, no total, a dívida chega a quase R$ 150 mil. Contudo, no mandado de prisão expedido em agosto, o valor atualizado é de R$ 73.994,82.
fonte: midiamax
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