Foram registrados 4.093 furtos nos meses de agosto e setembro de 2026 na Capital
O caso do comerciante de 72 anos esfaqueado por um ladrão dentro de sua loja de rock, no Centro de Campo Grande, traz à tona a onda de furtos e invasões registradas na Capital nos últimos meses. Na ultima noite de segunda-feira (12), o idoso foi agredido com golpes de facão pelo ladrão e levou vários pontos em decorrência dos ferimentos.
Na ocasião, o criminoso havia caído do telhado em uma tentativa frustrada de roubo. Quando caiu, ele quebrou a perna e ainda agrediu a vítima. A loja, que está há 55 anos na Rua Rui Barbosa, já foi invadida três vezes nos últimos três anos.
Horas depois do caso do idoso, uma clínica foi furtada na Vila Glória durante a madrugada. Um suspeito que usava tornozeleira eletrônica invadiu a clínica por um corredor lateral e furtou canos e fios de cobre de quatro aparelhos de ar-condicionado, causando prejuízo de mais de R$ 5 mil.
O caso do comerciante da loja de rock foi registrado pela polícia como roubo impróprio — caracterizado quando o objetivo inicial do suspeito é cometer um furto, mas usa violência ou ameaça contra a vítima durante a ação.
Dados da Sejusp-MS (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul) mostram que o interior do Estado registrou uma redução de 6% no número de furtos entre janeiro e setembro deste ano.
Em contrapartida, na Capital, houve um aumento de 11,43% no número de casos, que se deu especialmente por uma disparada ocorrida em agosto e setembro. Nesse bimestre, houve aumento de 50% nos números de furtos em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 4.093 furtos em agosto e setembro de 2026 contra 2.728 no equivalente de 2025.
Ao Jornal Midiamax, a empresária Irineia Alves de Lima Fernandes disse que tem comércio na área de restaurante há 16 anos na região central. Nos últimos meses, ela presenciou um aumento na quantidade de pessoas em situação de rua, especificamente usuários de drogas, caminhando pela região.
“Aqui está complicado, principalmente essa parte aqui de baixo; a gente vê a piora muito grande. A invasão, no geral, é daqui da Calógeras para baixo. Se você for olhar aqui, as casas estão todas invadidas; eles vão acabando com tudo. Graças a Deus, no meu comércio nunca houve nada. Mas, na vizinha, eles entram, pegam produtos na prateleira, saem sem pagar e ainda fazem cara feia. A cada dia que passa, piora”, comentou Irineia.
fonte: midiamax
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