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Marinha investiga acidente com comboio de barcaças em ponte sobre Rio Paraguai em Corumbá

Militares no Rio Paraguai. (Foto: Pietra Dorneles, Midiamax)
Investigação irá apontar possíveis causas e responsáveis pelo caso

A Marinha do Brasil investiga o acidente com barcos que bateram na estrutura da ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá, nesta segunda-feira (31), inicialmente registrado junto à Polícia Civil no município que faz fronteira com a Bolívia. A investigação irá apurar as circunstâncias do ocorrido, as possíveis causas e os responsáveis pela batida na estrutura de concreto da ponte.

A comunicação com os órgãos de segurança foi feita por um engenheiro que atua nas obras de recuperação da estrutura, que passa por reforma. O profissional acionou a Polícia Civil, que informou ao órgão competente sobre o ocorrido.

Conforme documento enviado pela Marinha ao Jornal Midiamax, todos os elementos necessários para o esclarecimento do caso, como depoimentos, documentos e demais informações, estão sendo coletados pelas equipes da Capitania Fluvial do Pantanal, que instaurou um IAFN (Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação).

Após as primeiras providências, a embarcação envolvida foi retida por determinação da Autoridade Marítima e permanece à disposição para as diligências necessárias. “Neste momento, não é possível antecipar conclusões acerca das causas ou atribuir responsabilidades pelo incidente, uma vez que esses aspectos serão objeto do referido Inquérito. A CFPN acompanha a situação e adotará, no âmbito de suas atribuições, as medidas necessárias à segurança da navegação e à salvaguarda da vida humana na região“, diz nota da Marinha do Brasil.

Segundo o Diário Corumbaense, a Polícia Civil informou que o episódio pode resultar em responsabilidades em diferentes esferas, como a Autoridade Marítima. Na esfera civil, devem ser avaliadas obrigações de reparação pelos danos provocados. A investigação ficará a cargo da Polícia Civil, sem prejuízo das atribuições legais de outros órgãos.

Ainda segundo o site, as informações preliminares indicam que os barcos teriam realizado uma passagem pelo local em desacordo com as regras de navegação, especialmente em relação à formação permitida para a travessia. A passagem deveria ocorrer com, no máximo, duas unidades de carga lado a lado, o que teria sido ultrapassado, hipótese que deve ser esclarecida durante a investigação.

fonte: midiamax
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