O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) deflagrou nesta terça-feira (12) a operação Buraco Sem Fim, que mira R$ 113 milhões em contratos fraudulentos de tapa-buraco de Campo Grande, firmados desde 2018.
O objetivo foi o cumprimento de 7 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão em Campo Grande. Entre os presos, está o ex-secretário de obras de Campo Grande, Rudi Fiorese, além de dois servidores que atuam no órgão, o engenheiro Mehdi Talayeh e o gestor de projetos Edivaldo Aquino Pereira
Durante o cumprimento das ordens judiciais de busca e apreensão, foram encontrados valores altos em dinheiro vivo, totalizando pelo menos R$ 429 mil. Só no endereço de um servidor havia R$ 186 mil em espécie. No imóvel de outro alvo havia R$ 233 mil, também em notas de real.
A investigação é comandada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), chefiado pelo promotor de Justiça Adriano Lobo Resende, em conjunto com o Gaeco (Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado) e a 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público de Campo Grande, de responsabilidade do promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri.
s evidências revelaram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais.
Levantamento indica que, entre 2018 e 2025, a empresa investigada amealhou contratos e aditivos que somam R$ 113.702.491,02.
Secretário da Agesul
Os três presos também foram réus na Operação Cascalhos de Areia, que apura fraudes em contratos com empreiteiras por manutenção de vias não pavimentadas durante a gestão do ex-prefeito Marquinhos Trad (PV).
Fiorese assumiu como titular da Sisep em 2017, deixou o cargo em 2023 e foi nomeado diretor-presidente da Agesul em fevereiro de 2026. Nesta terça, o Governo do Estado emitiu nota informando que Rudi foi exonerado após a notícia da prisão dele durante a operação. fonte midiamax
Fraudes sistemáticas
A investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atuava fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas no município de Campo Grande, por meio da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos.
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