Tendência do Estado.

Tendência do Estado.

Acompanhe as principais notícias de Mato Grosso do Sul, do Brasil e do mundo.

Entre em Contato

9 anos depois, MPMS arquiva flagra em vídeo com Rigo denunciando ‘mensalão do MS’

O vídeo onde o ex-deputado e então 1° secretário da Assembleia Legislativa, Ary Rigo (PSDB), detalharia suposto pagamento de propina a autoridades estaduais não foi suficiente para o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) ajuizar ação por improbidade administrativa contra beneficiários do esquema que ficou conhecido como ‘Mensalão de MS’.

Nove anos depois que o registro – gravado pelo então secretário de Governo de Dourados, Eleandro Passaia – foi divulgado, o Conselho Superior argumentou que o vídeo possui “indicação genérica” e não sustentaria “linha investigativa a ser seguida”, determinando arquivamento do inquérito que tramitou na 49ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

A gravação teria ocorrido em 12 de junho de 2010, em hotel em Maracaju, distante 163 km da Capital. Nele, Rigo explica o que seria a distribuição de propina – supostamente advinda do duodécimo da Assembleia – a autoridades do alto escalão do Estado, como o governador à época, André Puccinelli (MDB), membros do Tribunal de Justiça e até o ex-procurador-geral de Justiça, Miguel Vieira.

CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) chegou recomendar a demissão de Miguel Vieira. Os trâmites para cumprir a decisão tomada no ‘Conselhão’, no entanto, já se arrastam há seis anos. Detalhe técnico, a ausência de pressuposto processual válida no cargo, é que ‘segura’ o desfecho do caso. A situação é considerada até por membros do MPMS como uma ‘manobra’ para que o ex-chefe do órgão se mantenha no cargo até que se aposente.

Em um dos trechos, entregues por Passaia à Polícia Federal, o ex-deputado conta que o Legislativo ‘devolveria’ dinheiro ao governador, narrando que o valor teria subido de R$ 2 milhões para R$ 6 milhões. Rigo se queixou que o aumento teria ocasionado corte de pagamentos supostamente feitos a desembargadores e ao MPMS.

O material gravado por quatro meses, sob orientação da Polícia Federal, revelou suposto pagamento de propina ao então prefeito de Dourados, Ari Artuzi – que acabou expulso do PDT – municiou a Operação Uragano, que levou prefeito, secretários e vereadores à prisão.

O esquema também implicaria parte do parlamento estadual que, segundo o vídeo, chegaria a receber R$ 120 mil no ápice do arranjo. Agora, o MPMS desqualifica informações que abasteceram a investigação da 49ª promotoria, argumentando que já estão contempladas em ação popular que analisada pela 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, não havendo “elementos mínimos nos autos que justifiquem ajuizamento de ação por ato de improbidade administrativa”.

Os autos da ação 0823763-67.2012.8.12.0001 podem ser consultados publicamente pelo sistema do TJMS. A decisão do MPMS foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (3). fonte midiamax/ João de Oliveira

Compartilhe:

Mais Destaque

Vereadora é presa como possível mandante de assassinato por organização criminosa em MG

A Polícia Civil prendeu uma vereadora e outros três suspeitos de participação em organização criminosa, nesta sexta-feira (3), em Esmeraldas, Minas Gerais....

Drones ucranianos atingem terminal petrolífero de São Petersburgo

Um ataque com drone ucraniano atingiu um terminal de petróleo em São Petersburgo neste sábado (4) disseram autoridades russas, enquanto Kiev continua...

CMN regulamenta Fies Empreendedor e Desenrola Adimplentes

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta sexta-feira (3) duas resoluções que regulamentam programas recém-criados para ampliar o acesso ao crédito. As...

AGETRAT lança concurso de desenhos sobre segurança no trânsito para estudantes

A Prefeitura de Corumbá, por meio da Agência Municipal de Trânsito e Transporte (AGETRAT) e da Escola de Governo, lançou o Programa...