Casal ‘elo’ de esquemas de corrupção faturou R$ 8,7 milhões em contratos com prefeituras de MS
Principal alvo da Operação Águas Turvas, que revelou fraudes em licitações e contratos de obras em Bonito, casal de empreiteiros que também é investigado na ação chamada Spotless, em Terenos, faturou R$ 8.750.382,95 em contratos em quatro prefeituras de Mato Grosso do Sul.
Conforme levantamento feito pela reportagem, Genilton da Silva Moreira (preso) e a esposa, Nádia Mendonça Lopes (em prisão domiciliar), possuíam uma empresa cada: a Base Construtora (CNPJ 35.450.684/0001-08) e a Lopes & Lopes Construtora e Empreiteira (CNPJ 28.870.142/0001-29).
Os dois aparecem como investigados nas duas recentes investidas do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção). Eles são acusados de participarem de esquema para fraudar licitações e contratos de obras, mediante pagamento de propinas.
As empresas foram abertas em 2017 e 2019 e ambas são cadastradas como Microempresas, que só suportam faturamento anual de até R$ 360 mil. No entanto, o casal era considerado ‘imbatível’ nas licitações.
Os contratos mais vultosos são com a prefeitura de Bonito, onde a empresa de Genilton tinha três contratos com valores somados de R$ 5.263.823,00. Já Nádia tinha dois contratos que, somados, totalizam R$ 704.797.84.
Já com a prefeitura de Terenos, sede da empresa, o casal faturou R$ 2.386.877,63 nos últimos anos.
Há, ainda, contrato da Base Construtora com a prefeitura de Jardim, de R$ 231.666,76. Já a Lopes & Lopes executou contrato de R$ 163.217,72 com a prefeitura de Deodápolis.
No entanto, apenas os laços com as prefeituras de Terenos e Bonito são alvo de investigações. Neste último caso, o prefeito Josmail Rodrigues (PSDB) já exonerou os servidores envolvidos e suspendeu os referidos contratos citados na investigação.
Brinde para diretora de licitações, esposa de vereador
Presa acusada de envolvimento em esquema de corrupção em Bonito, a diretora de licitação, Luciane Cintia Pazette, pediu ‘brinde’ ao empreiteiro Genilton por ‘ajudá-lo’ em licitações no município.
Conforme o Gecoc, no dia 3 de maio de 2022, Luciane envia, pelo WhatsApp, documento de licitação a Genilton e alerta: “Olha o valor”.
Na sequência, o empresário solicita a planilha da licitação. Mas a servidora informa que, assim que tiver, vai enviar. Os dois se tratam como ‘comadres’ e, segundo o Gecoc, tinham relação próxima.
Mais tarde, no mesmo dia, Luciane envia mensagem a Genilton pedindo um ‘brinde legar’ que, segundo ela, seria para ‘fazer política para meu marido’, o vereador Pedro Aparecido Rosário, o Pedrinho da Marambaia.
Para o Gecoc, ficou claro que Luciane ajudava Genilton nas licitações do município: “Como demonstrado, Genilton da Silva Moreira exerce considerável influência no setor de licitação do Município de Bonito, o que se evidencia, sobretudo, pela estreita relação que mantém com a servidora pública Luciane Cintia Pazette. As evidências demonstraram que a servidora atua visando atender e/ou beneficiar o empresário em processos licitatórios, bem como na execução das obras adjudicadas a ele”.
À reportagem do Jornal Midiamax, o vereador Pedrinho da Marambaia afirmou desconhecer tais brindes solicitados pela esposa e disse confiar na Inocência dela: “Pessoa correta, trabalhadora, levava serviço até para casa”, pontuou.
Conforme levantamento feito pela reportagem, Genilton da Silva Moreira (preso) e a esposa, Nádia Mendonça Lopes (em prisão domiciliar), possuíam uma empresa cada: a Base Construtora (CNPJ 35.450.684/0001-08) e a Lopes & Lopes Construtora e Empreiteira (CNPJ 28.870.142/0001-29).
Os dois aparecem como investigados nas duas recentes investidas do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção). Eles são acusados de participarem de esquema para fraudar licitações e contratos de obras, mediante pagamento de propinas.
As empresas foram abertas em 2017 e 2019 e ambas são cadastradas como Microempresas, que só suportam faturamento anual de até R$ 360 mil. No entanto, o casal era considerado ‘imbatível’ nas licitações.
Os contratos mais vultosos são com a prefeitura de Bonito, onde a empresa de Genilton tinha três contratos com valores somados de R$ 5.263.823,00. Já Nádia tinha dois contratos que, somados, totalizam R$ 704.797.84.
Já com a prefeitura de Terenos, sede da empresa, o casal faturou R$ 2.386.877,63 nos últimos anos.
Há, ainda, contrato da Base Construtora com a prefeitura de Jardim, de R$ 231.666,76. Já a Lopes & Lopes executou contrato de R$ 163.217,72 com a prefeitura de Deodápolis.
No entanto, apenas os laços com as prefeituras de Terenos e Bonito são alvo de investigações. Neste último caso, o prefeito Josmail Rodrigues (PSDB) já exonerou os servidores envolvidos e suspendeu os referidos contratos citados na investigação.
Brinde para diretora de licitações, esposa de vereador
Presa acusada de envolvimento em esquema de corrupção em Bonito, a diretora de licitação, Luciane Cintia Pazette, pediu ‘brinde’ ao empreiteiro Genilton por ‘ajudá-lo’ em licitações no município.
Conforme o Gecoc, no dia 3 de maio de 2022, Luciane envia, pelo WhatsApp, documento de licitação a Genilton e alerta: “Olha o valor”.
Na sequência, o empresário solicita a planilha da licitação. Mas a servidora informa que, assim que tiver, vai enviar. Os dois se tratam como ‘comadres’ e, segundo o Gecoc, tinham relação próxima.
Mais tarde, no mesmo dia, Luciane envia mensagem a Genilton pedindo um ‘brinde legar’ que, segundo ela, seria para ‘fazer política para meu marido’, o vereador Pedro Aparecido Rosário, o Pedrinho da Marambaia.
Para o Gecoc, ficou claro que Luciane ajudava Genilton nas licitações do município: “Como demonstrado, Genilton da Silva Moreira exerce considerável influência no setor de licitação do Município de Bonito, o que se evidencia, sobretudo, pela estreita relação que mantém com a servidora pública Luciane Cintia Pazette. As evidências demonstraram que a servidora atua visando atender e/ou beneficiar o empresário em processos licitatórios, bem como na execução das obras adjudicadas a ele”.
À reportagem do Jornal Midiamax, o vereador Pedrinho da Marambaia afirmou desconhecer tais brindes solicitados pela esposa e disse confiar na Inocência dela: “Pessoa correta, trabalhadora, levava serviço até para casa”, pontuou.
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