
David tentou denunciar Beto Pereira como chefe do esquema de corrupção. (Arquivo, Jornal Midiamax)
Chita ‘fugiu’ há 1 ano por medo de morrer na prisão ao denunciar corrupção no Detran-MS
O despachante David Cloky Hoffaman Chita ficou 1 ano e meio foragido após ser implicado na Operação Miríade, deflagrada em maio de 2023, por medo de morrer caso fosse preso. Ele temia pela vida por ser pivô das denúncias de corrupção do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul).
David estava foragido desde junho do ano passado — quando a polícia não o encontrou para cumprir mandado de prisão preventiva —, mas foi preso nesta quinta-feira (18). Ele estava em casa no momento da prisão, na Rua 26 de Agosto, no Centro de Campo Grande.
A Operação Miríade revelou esquema para esquentar documentação de veículos com restrições. Tratou-se de uma de várias ações para combater fraudes no Detran-MS, mas que nunca chegaram aos ‘cabeças’ das operações.
Em entrevista exclusiva ao Jornal Midiamax no ano passado, David garantiu que fugiu porque corre grave risco de vida em Mato Grosso do Sul — principalmente se for parar nas unidades prisionais do Estado.
Isso porque o esquema envolveria servidores do órgão, empresários, delegados de polícia, assessores e políticos. O despachante ainda tentou delação para colocar o deputado federal Beto Pereira (PSDB) como chefe do esquema de corrupção.
Conforme a denúncia, são réus no processo da Miríade: o ex-gerente da agência de Rio Negro — onde as fraudes eram realizadas — Gênis Garcia Barbosa, o despachante David Cloky Hoffaman Chita, o ex-servidor Eufrásio Ojeda e o servidor Abner Aguiar Fabre.
David tentou delação para acusar Beto Pereira de chefiar esquema
Ainda em entrevista ao Jornal Midiamax, David Chita apontou o deputado federal Beto Pereira (PSDB) como chefe do esquema de corrupção no Detran-MS.
O despachante afirmou que tinha como provar todas as acusações e que a possível delação poderia derrubar suposta quadrilha, formada por membros que iam de servidores do órgão a políticos. Chita é velho conhecido do grupo político do qual Beto Pereira participa e é citado em diversas investigações por fraudes no Detran-MS.
Além disso, o esquema de propinas e fraude no sistema de cadastro do Detran-MS não é novo e foi denunciado antecipadamente em reportagem do Núcleo de Jornalismo Investigativo do Jornal Midiamax, em 2020. A Operação Gravame confirmou as denúncias e até chegou a alguns servidores, mas a suposta blindagem de políticos na atuação do MPMS e de delegados de polícia manteve o grupo a salvo.
Na época, o despachante apresentou prints com detalhes do que relatou como pagamentos de R$ 30 mil a Pereira, todo dia 10. Já Juvenal Neto (PSDB), ex-diretor do Detran e ex-prefeito de Nova Alvorada do Sul, receberia R$ 20 mil, todo dia 20.
“E tem muito mais. O que estou contando para vocês não é nem 30% de tudo que eu sei. Tem muito mais coisas que podem aparecer se quiserem investigar e se não me matarem antes”, alertou Chita, justificando estar foragido por temer pela própria vida.
Segundo ele, mais de R$ 1,2 milhão foram repassados ao grupo chefiado pelo deputado federal no período em que o esquema criminoso operou.
A delação foi oficialmente apresentada ao MPMS, inclusive, o Jornal Midiamax colaborou com as investigações, entregando pen drive com a entrevista completa de David. No entanto, por envolver deputado federal, a denúncia foi remetida à PGR (Procuradoria-Geral da República), em Brasília, que arquivou o caso. A justificativa foi por “ausência de elementos”.
Fraude no Detran-MS em Rio Negro
Conforme os autos, a fraude supostamente cometida na agência do Detran-MS de Rio Negro era comandada por Joaci Nonato Rezende, que já foi prefeito do município, entre 2005 e 2012.
Depois do mandato, foi nomeado como gerente da agência, na qual, segundo a denúncia, teria praticado as fraudes. Gênis, réu por fraude na ação que tramita em Campo Grande, também já foi gerente da agência em Rio Negro.
Apesar de todos os implicados nas investigações terem vínculos públicos com políticos, até o momento, as investigações nem sequer teriam esbarrado em nenhum dos ‘padrinhos’ que colocaram os membros da quadrilha no órgão público sul-mato-grossense.
O cargo de gerente de agência do Detran-MS é estratégico para o esquema de corrupção. Conforme denúncia feita pelo MPMS (Ministério Público de MS), Joaci comandou esquema de recebimento de propina para alterações em registros do Detran a partir de Rio Negro, no período entre agosto de 2021 e fevereiro de 2023. fonte midiamax
David estava foragido desde junho do ano passado — quando a polícia não o encontrou para cumprir mandado de prisão preventiva —, mas foi preso nesta quinta-feira (18). Ele estava em casa no momento da prisão, na Rua 26 de Agosto, no Centro de Campo Grande.
A Operação Miríade revelou esquema para esquentar documentação de veículos com restrições. Tratou-se de uma de várias ações para combater fraudes no Detran-MS, mas que nunca chegaram aos ‘cabeças’ das operações.
Em entrevista exclusiva ao Jornal Midiamax no ano passado, David garantiu que fugiu porque corre grave risco de vida em Mato Grosso do Sul — principalmente se for parar nas unidades prisionais do Estado.
Isso porque o esquema envolveria servidores do órgão, empresários, delegados de polícia, assessores e políticos. O despachante ainda tentou delação para colocar o deputado federal Beto Pereira (PSDB) como chefe do esquema de corrupção.
Conforme a denúncia, são réus no processo da Miríade: o ex-gerente da agência de Rio Negro — onde as fraudes eram realizadas — Gênis Garcia Barbosa, o despachante David Cloky Hoffaman Chita, o ex-servidor Eufrásio Ojeda e o servidor Abner Aguiar Fabre.
David tentou delação para acusar Beto Pereira de chefiar esquema
Ainda em entrevista ao Jornal Midiamax, David Chita apontou o deputado federal Beto Pereira (PSDB) como chefe do esquema de corrupção no Detran-MS.
O despachante afirmou que tinha como provar todas as acusações e que a possível delação poderia derrubar suposta quadrilha, formada por membros que iam de servidores do órgão a políticos. Chita é velho conhecido do grupo político do qual Beto Pereira participa e é citado em diversas investigações por fraudes no Detran-MS.
Além disso, o esquema de propinas e fraude no sistema de cadastro do Detran-MS não é novo e foi denunciado antecipadamente em reportagem do Núcleo de Jornalismo Investigativo do Jornal Midiamax, em 2020. A Operação Gravame confirmou as denúncias e até chegou a alguns servidores, mas a suposta blindagem de políticos na atuação do MPMS e de delegados de polícia manteve o grupo a salvo.
Na época, o despachante apresentou prints com detalhes do que relatou como pagamentos de R$ 30 mil a Pereira, todo dia 10. Já Juvenal Neto (PSDB), ex-diretor do Detran e ex-prefeito de Nova Alvorada do Sul, receberia R$ 20 mil, todo dia 20.
“E tem muito mais. O que estou contando para vocês não é nem 30% de tudo que eu sei. Tem muito mais coisas que podem aparecer se quiserem investigar e se não me matarem antes”, alertou Chita, justificando estar foragido por temer pela própria vida.
Segundo ele, mais de R$ 1,2 milhão foram repassados ao grupo chefiado pelo deputado federal no período em que o esquema criminoso operou.
A delação foi oficialmente apresentada ao MPMS, inclusive, o Jornal Midiamax colaborou com as investigações, entregando pen drive com a entrevista completa de David. No entanto, por envolver deputado federal, a denúncia foi remetida à PGR (Procuradoria-Geral da República), em Brasília, que arquivou o caso. A justificativa foi por “ausência de elementos”.
Fraude no Detran-MS em Rio Negro
Conforme os autos, a fraude supostamente cometida na agência do Detran-MS de Rio Negro era comandada por Joaci Nonato Rezende, que já foi prefeito do município, entre 2005 e 2012.
Depois do mandato, foi nomeado como gerente da agência, na qual, segundo a denúncia, teria praticado as fraudes. Gênis, réu por fraude na ação que tramita em Campo Grande, também já foi gerente da agência em Rio Negro.
Apesar de todos os implicados nas investigações terem vínculos públicos com políticos, até o momento, as investigações nem sequer teriam esbarrado em nenhum dos ‘padrinhos’ que colocaram os membros da quadrilha no órgão público sul-mato-grossense.
O cargo de gerente de agência do Detran-MS é estratégico para o esquema de corrupção. Conforme denúncia feita pelo MPMS (Ministério Público de MS), Joaci comandou esquema de recebimento de propina para alterações em registros do Detran a partir de Rio Negro, no período entre agosto de 2021 e fevereiro de 2023. fonte midiamax
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