Assessor de Beto Pereira será ouvido pela polícia sobre corrupção no Detran-MS
Assessor tido como braço direito do deputado federal Beto Pereira (PSDB), Thiago Gonçalves foi intimado pela Polícia Civil a prestar depoimento sobre esquema de corrupção no Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul).
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, as autoridades conduzem quatro inquéritos para investigar organização criminosa que pratica fraudes ao sistema do órgão. Em um deles, Beto Pereira é citado como o “chefe” do grupo.
As investigações seguem colhendo provas para identificar e responsabilizar os verdadeiros mentores do esquema que causou prejuízo milionário.
Assim, Thiago foi intimado e deve prestar depoimento em breve sobre o caso.
O esquema tinha como peça-chave o despachante David Cloky Hoffaman Chita, que foi preso mês passado após ficar cerca de um ano e meio foragido. Além disso, o grupo contava com assessor “braço direito” do parlamentar, Thiago Gonçalves, e com servidores comissionados que atuaram em campanhas do PSDB, como Yasmin Osório Cabral — que está sob monitoramento de tornozeleira eletrônica.
Ex-comissionada na Corregedoria do Detran-MS, Yasmin chegou a ser ouvida pela polícia, mas manteve silêncio.
Recém-preso, David Chita também deverá prestar depoimento em breve. Em 2024, em vídeos publicados pelo Jornal Midiamax, ele apontou Beto Pereira como o verdadeiro chefe do esquema. Inclusive, tentou acordo de delação com o MPMS. No entanto, o pedido foi levado à PGR (Procuradoria-Geral da República), em Brasília, que arquivou a solicitação.
No rastro do ‘chefe’
Além dos indícios levantados durante o inquérito, a polícia aproveitou relato de Chita publicado pelo Jornal Midiamax para chegar até os cabeças da organização criminosa.
Conforme apurado pela reportagem, Thiago seria uma espécie de interlocutor entre Beto Pereira e os demais integrantes do grupo. O despachante é velho conhecido do grupo político do qual Beto Pereira participa e é citado em diversas investigações por fraudes no Detran-MS.
Chita afirma que Thiago foi quem intermediou encontro dele com o deputado, em dezembro de 2022, onde teriam supostamente feito acordo sobre as fraudes. O dinheiro sujo teria como objetivo abastecer a campanha eleitoral do tucano à Prefeitura de Campo Grande. No pleito, Pereira terminou em terceiro lugar.
Aliás, o inquérito também aponta indícios de possíveis crimes de corrupção eleitoral e formação de caixa 2 (falsidade ideológica eleitoral). Tudo está sendo apurado.
Hierarquia do esquema
Conforme o denunciado por Chita — e que está sendo investigado pela polícia —, além de ser o maior beneficiário do esquema, ficando com a maior fatia do dinheiro sujo, Beto Pereira seria responsável por manter tudo funcionando, disponibilizando de seu capital político para fazer nomeações estratégicas no órgão, como no caso da prima, Priscila Rezende de Rezende, que foi nomeada como diretora do setor que cuida do registro de veículos dias depois do suposto primeiro encontro de David com Pereira.
O despachante aponta ainda que Thiago Gonçalves atuava como espécie de interlocutor do “chefe”, intermediando o contato com o restante do grupo. Ele também era responsável por cooptar membros, como no caso de Yasmin.
Aliás, ela já atuou como apoiadora em campanhas do PSDB em outras eleições e foi chamada por Thiago para integrar o grupo. Assim, Pereira garantiu a nomeação dela, que foi designada para a Corregedoria.
Responsável pelo caso, a delegada titular do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), Ana Cláudia Medina, disse que os inquéritos estão em sigilo e não comenta investigações em andamento.
A reportagem procurou a assessoria do deputado Beto Pereira, mas não obteve retorno até esta publicação. Também tentamos ouvir Thiago sobre os fatos, mas sem retorno.
O espaço segue aberto para manifestações. fonte midiamax
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, as autoridades conduzem quatro inquéritos para investigar organização criminosa que pratica fraudes ao sistema do órgão. Em um deles, Beto Pereira é citado como o “chefe” do grupo.
As investigações seguem colhendo provas para identificar e responsabilizar os verdadeiros mentores do esquema que causou prejuízo milionário.
Assim, Thiago foi intimado e deve prestar depoimento em breve sobre o caso.
O esquema tinha como peça-chave o despachante David Cloky Hoffaman Chita, que foi preso mês passado após ficar cerca de um ano e meio foragido. Além disso, o grupo contava com assessor “braço direito” do parlamentar, Thiago Gonçalves, e com servidores comissionados que atuaram em campanhas do PSDB, como Yasmin Osório Cabral — que está sob monitoramento de tornozeleira eletrônica.
Ex-comissionada na Corregedoria do Detran-MS, Yasmin chegou a ser ouvida pela polícia, mas manteve silêncio.
Recém-preso, David Chita também deverá prestar depoimento em breve. Em 2024, em vídeos publicados pelo Jornal Midiamax, ele apontou Beto Pereira como o verdadeiro chefe do esquema. Inclusive, tentou acordo de delação com o MPMS. No entanto, o pedido foi levado à PGR (Procuradoria-Geral da República), em Brasília, que arquivou a solicitação.
No rastro do ‘chefe’
Além dos indícios levantados durante o inquérito, a polícia aproveitou relato de Chita publicado pelo Jornal Midiamax para chegar até os cabeças da organização criminosa.
Conforme apurado pela reportagem, Thiago seria uma espécie de interlocutor entre Beto Pereira e os demais integrantes do grupo. O despachante é velho conhecido do grupo político do qual Beto Pereira participa e é citado em diversas investigações por fraudes no Detran-MS.
Chita afirma que Thiago foi quem intermediou encontro dele com o deputado, em dezembro de 2022, onde teriam supostamente feito acordo sobre as fraudes. O dinheiro sujo teria como objetivo abastecer a campanha eleitoral do tucano à Prefeitura de Campo Grande. No pleito, Pereira terminou em terceiro lugar.
Aliás, o inquérito também aponta indícios de possíveis crimes de corrupção eleitoral e formação de caixa 2 (falsidade ideológica eleitoral). Tudo está sendo apurado.
Hierarquia do esquema
Conforme o denunciado por Chita — e que está sendo investigado pela polícia —, além de ser o maior beneficiário do esquema, ficando com a maior fatia do dinheiro sujo, Beto Pereira seria responsável por manter tudo funcionando, disponibilizando de seu capital político para fazer nomeações estratégicas no órgão, como no caso da prima, Priscila Rezende de Rezende, que foi nomeada como diretora do setor que cuida do registro de veículos dias depois do suposto primeiro encontro de David com Pereira.
O despachante aponta ainda que Thiago Gonçalves atuava como espécie de interlocutor do “chefe”, intermediando o contato com o restante do grupo. Ele também era responsável por cooptar membros, como no caso de Yasmin.
Aliás, ela já atuou como apoiadora em campanhas do PSDB em outras eleições e foi chamada por Thiago para integrar o grupo. Assim, Pereira garantiu a nomeação dela, que foi designada para a Corregedoria.
Responsável pelo caso, a delegada titular do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), Ana Cláudia Medina, disse que os inquéritos estão em sigilo e não comenta investigações em andamento.
A reportagem procurou a assessoria do deputado Beto Pereira, mas não obteve retorno até esta publicação. Também tentamos ouvir Thiago sobre os fatos, mas sem retorno.
O espaço segue aberto para manifestações. fonte midiamax
Comentários