Defesas tentam se esquivar e evitam detalhes após audiência sobre fraudes no Detran-MS
As defesas de David Chita e Yasmin Osório evitaram dar detalhes após a primeira audiência sobre o caso de fraudes no Detran-MS (Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul), que aconteceu no Fórum de Campo Grande, na tarde desta sexta-feira (30).
Ao todo, 40 pessoas foram arroladas como testemunhas, mas apenas seis foram ouvidas nesta tarde, além dos quatro réus. Além de Chita e Osório, Hudson Romero e Edilson Cunha constam entre os autores.
Segundo o advogado Mateus Tomazini, que defende David — apontado como pivô de fraudes no Detran-MS —, a defesa vai ser “baseada e inserida somente no processo”. Entretanto, Tomazini negou que David esteja negociando uma delação premiada.
Entretanto, o Jornal Midiamax publicou em 2024 um vídeo em que ele denunciou políticos do PSDB envolvidos na corrupção do Detran-MS e dizia estar escondido por temer pela própria vida.
A defesa confirmou que David temia pela vida, sobretudo por conta de seu estado de saúde. “A situação é complicada e ele ficou foragido por um tempo; ele temia, sim, pela sua vida, inclusive pela sua questão de saúde”, diz Tomazini.
Segundo ele, o despachante faz usos de medicamentos por problemas relacionados a diabete. Inclusive, quando foi preso, ele estava em sua casa justamente por conta da saúde. A defesa entrou com pedido de habeas corpus, mas foi negado pela Justiça.
Já a defesa de Yasmin foi mais sucinta ao falar com a imprensa na saída da audiência. Os advogados Isabella Buchara e Celso Pagioro afirmaram que Yasmin é inocente e a manifestação acontecerá nos autos. “Testemunhas e documentos vão comprovar que ela não participou dos atos”, alega Celso.
David tentou delatar políticos do PSDB por fraudes no Detran-MS
Réu em ao menos dois processos por fraudes no Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito), Chita tentou, no ano passado, firmar delação premiada para contar tudo o que sabe. Em vídeo publicado pelo Jornal Midiamax na época, o despachante apontava políticos do PSDB como beneficiários de fraudes cometidas no departamento.
Conforme David, quem se beneficiava do esquema, ainda, era o deputado federal Beto Pereira (PSDB), que teria articulado a nomeação da prima, Priscilla Rezende de Rezende, como diretora no órgão, para garantir a blindagem da ação criminosa.
Ainda segundo David, o ex-diretor do Detran-MS, Juvenal Neto (PSDB) — ex-prefeito de Nova Alvorada do Sul —, também participava do esquema.
O despachante, que confessou operar nas fraudes, alega que órgãos de investigação de Mato Grosso do Sul estariam agindo deliberadamente para blindar políticos implicados no caso.
Por se tratar de políticos com foro privilegiado, o MPMS encaminhou o pedido à PGR (Procuradoria-Geral da República) em Brasília, que o arquivou, alegando ‘falta de elementos’.
Esquema para liberar veículos no Detran
Conforme investigação policial, o esquema era comandado pelo despachante David Cloky Hoffamam Chita em conluio com a servidora comissionada do Detran-MS, Yasmin Osório Cabral — a qual atualmente está usando tornozeleira eletrônica.
Conforme a polícia, a servidora obtinha clandestinamente a senha de outros servidores, acessava o sistema e identificava caminhões com restrições. Então, passava informações para o despachante David Cloky Hoffamam Chita, que exigia o pagamento de R$ 10 mil dos proprietários para liberar os veículos.
Assim, ao receber os valores, a servidora liberava as restrições no sistema, e o despachante baixava a documentação. Ao menos 200 veículos liberados irregularmente pelo grupo estão identificados. fonte midiamax
Ao todo, 40 pessoas foram arroladas como testemunhas, mas apenas seis foram ouvidas nesta tarde, além dos quatro réus. Além de Chita e Osório, Hudson Romero e Edilson Cunha constam entre os autores.
Segundo o advogado Mateus Tomazini, que defende David — apontado como pivô de fraudes no Detran-MS —, a defesa vai ser “baseada e inserida somente no processo”. Entretanto, Tomazini negou que David esteja negociando uma delação premiada.
Entretanto, o Jornal Midiamax publicou em 2024 um vídeo em que ele denunciou políticos do PSDB envolvidos na corrupção do Detran-MS e dizia estar escondido por temer pela própria vida.
A defesa confirmou que David temia pela vida, sobretudo por conta de seu estado de saúde. “A situação é complicada e ele ficou foragido por um tempo; ele temia, sim, pela sua vida, inclusive pela sua questão de saúde”, diz Tomazini.
Segundo ele, o despachante faz usos de medicamentos por problemas relacionados a diabete. Inclusive, quando foi preso, ele estava em sua casa justamente por conta da saúde. A defesa entrou com pedido de habeas corpus, mas foi negado pela Justiça.
Já a defesa de Yasmin foi mais sucinta ao falar com a imprensa na saída da audiência. Os advogados Isabella Buchara e Celso Pagioro afirmaram que Yasmin é inocente e a manifestação acontecerá nos autos. “Testemunhas e documentos vão comprovar que ela não participou dos atos”, alega Celso.
David tentou delatar políticos do PSDB por fraudes no Detran-MS
Réu em ao menos dois processos por fraudes no Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito), Chita tentou, no ano passado, firmar delação premiada para contar tudo o que sabe. Em vídeo publicado pelo Jornal Midiamax na época, o despachante apontava políticos do PSDB como beneficiários de fraudes cometidas no departamento.
Conforme David, quem se beneficiava do esquema, ainda, era o deputado federal Beto Pereira (PSDB), que teria articulado a nomeação da prima, Priscilla Rezende de Rezende, como diretora no órgão, para garantir a blindagem da ação criminosa.
Ainda segundo David, o ex-diretor do Detran-MS, Juvenal Neto (PSDB) — ex-prefeito de Nova Alvorada do Sul —, também participava do esquema.
O despachante, que confessou operar nas fraudes, alega que órgãos de investigação de Mato Grosso do Sul estariam agindo deliberadamente para blindar políticos implicados no caso.
Por se tratar de políticos com foro privilegiado, o MPMS encaminhou o pedido à PGR (Procuradoria-Geral da República) em Brasília, que o arquivou, alegando ‘falta de elementos’.
Esquema para liberar veículos no Detran
Conforme investigação policial, o esquema era comandado pelo despachante David Cloky Hoffamam Chita em conluio com a servidora comissionada do Detran-MS, Yasmin Osório Cabral — a qual atualmente está usando tornozeleira eletrônica.
Conforme a polícia, a servidora obtinha clandestinamente a senha de outros servidores, acessava o sistema e identificava caminhões com restrições. Então, passava informações para o despachante David Cloky Hoffamam Chita, que exigia o pagamento de R$ 10 mil dos proprietários para liberar os veículos.
Assim, ao receber os valores, a servidora liberava as restrições no sistema, e o despachante baixava a documentação. Ao menos 200 veículos liberados irregularmente pelo grupo estão identificados. fonte midiamax
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