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Acadêmicos e professores da UFMS voltam às ruas nesta 5ª-feira(30) em protesto ao corte de verbas  

Acadêmicos, professores e servidores em geral da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) vão para as ruas na Capital e interior do Estado em protesto aos cortes que o Governo efetuou no orçamento da Educação em todo o País. A UFMS não terá condições de funcionar a partir de agoste próximo, por conta da falta de recursos para despesas essenciais como água, energia elétrica, limpeza e outros serviços.

“O corte do orçamento dessa universidade foi de 51,8%, um verdadeiro desastre que compromete todo o ensino público universitário federal não só em Mato Grosso do Sul mas em todo o Brasil”, critica Cléo Gomes, coordenadora geral do SISTA-MS (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e Institutos Federais de Ensino de MS).

O “Ato contra cortes de verbas na Educação” deverá contar com a participação e o apoio de estudantes secundaristas e lideranças de diversos sindicatos e federações que veem na atitude do Governo, de cortar o orçamento da educação, como uma ameaça a todo o ensino no Brasil.

As direções do SISTA-MS e da ADUFMS (organização sindical dos docentes e das discentes da UFMS) estão empenhadas em promover um grande ato no dia 30 na Praça Ary Coelho a partir das 15 horas. Haverá concentração, manifestação pública e depois uma caminhada pela área central da cidade para sensibilizar a opinião pública a entrar e impedir o fim da Educação no Brasil.

Waldevino Basílio, coordenador geral do SISTA-MS convoca acadêmicos, alunos secundarias, pais e mães de alunos para engrossar esse protesto em praça pública na quinta-feira(30). “Essa é uma luta que precisamos travar. Caso contrário perdermos e o futuro das nossas crianças estarão comprometidas sem educação de qualidade neste país. As universidades precisam de todo investimento necessário para pagar bem professores, servidores e investir em equipamentos para uma educação cada vez melhor e não reduzir, diminuir cursos e recursos de manutenção”, criticou.

Acadêmicos da UFMS estão divulgando panfletos onde destacam que R$ 2,4 bilhões é o valor do congelamento que o MEC efetuou na educação e que afeta diretamente milhões de crianças e jovens,  da educação infantil ao médio. “A educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”, comentou a acadêmica Camila Jara, que está muito preocupada com o possível “fechamento” da UFMS no mês de agosto por falta de verba de manutenção.

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