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Assembleia Legislativa anuncia primeiro estacionamento vertical no Parque dos Poderes

(Divulgação)

A mesa diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul assinou nesta terça-feira (12) a ordem de serviço para a construção do primeiro estacionamento vertical localizado no Parque dos Poderes, em Campo Grande. A empresa contratada através de licitação foi a Concrelaje (CNPJ 01.557.107/0001-06).

O presidente da Alems, Gerson Claro (PP), anunciou a obra durante a sessão plenária. O estacionamento terá subsolo, primeiro e segundo pavimento. Segundo o deputado, também foram identificados mais de 50 pontos de replantio de árvores para recompondo a vegetação.

“Nesse momento, estamos assinando a ordem de serviço. A Assembleia contrata por licitação a empresa Concrelaje para fazer o primeiro estacionamento do Parque dos Poderes no modelo vertical, estacionamento subsolo, primeiro piso e segundo piso para que haja espaço para estacionamento sem derrubar uma árvore”, disse.

Desmatamento do Parque dos Poderes
O Parque dos Poderes Governador Pedro Pedrossian é situado em Campo Grande foi construído com preservação de parte da mata nativa local, abriga sua fauna e flora. Os prédios são setores diversos da administração estadual, Poder Legislativo e Poder Judiciário.

Em 2023 foi tema de debate e manifestação de ambientalistas que visaram impedir o desmatamento da região. Em novembro, representantes do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Governo do Estado e Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) firmaram novo acordo judicial sobre o desmatamento no Parque dos Poderes.

Na peça, inserida nos autos da ação civil pública que pedia o impedimento do desmate na área de preservação do Parque, há novidades. O último acordo firmado, que derrubaria a ação, acabou desagradando ambientalistas.

Lei de proteção
Em petição, um segundo grupo de ambientalistas – representantes de uma entidade informal de defesa ao meio ambiente – solicitou à Justiça inclusão como assistentes da ação que discute o desmatamento no Parque dos Poderes.

No pedido, os ambientalistas questionam a atuação do MPMS no processo, além da tentativa de alterar Lei Estadual de proteção à área.

“Existe uma lei de 2018 que diz que o Parque dos Poderes é intocável, a não ser em áreas construídas ou em sete pontos previamente delimitados. O Ministério Público tenta fazer acordo que prevê revogar essa determinação para que sejam incluídos outros locais passíveis de desmatamento”, explica Carmelino Rezende, advogado que representa os ambientalistas. fonte midiamax

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