Na noite da última quarta-feira, 18 de setembro, a Câmara de Vereadores de Cassilândia cassou o mandato do vereador Peter Saimon (PP), a apenas 18 dias das eleições municipais. A decisão, tomada por nove votos a favor e dois contrários.
A sessão que decidiu pela cassação foi marcada por uma forte tensão. A mesa diretora da Câmara, sob orientação da Polícia Militar, nao permitiu a presença da população no plenário.
Saimon acusou o presidente da Câmara, Arthur Barbosa, de manipular os trâmites da sessão para impedir a presença da população no plenário. Segundo Peter, essa exclusão foi uma manobra para silenciar os moradores que queriam acompanhar o desfecho.
Em resposta, Arthur Barbosa rebateu as alegações de Saimon, afirmando que a decisão de cassar o mandato do colega não tem qualquer motivação política, como alega o vereador cassado. O presidente da Câmara destacou que o pedido de cassação foi feito de acordo com o processo legal e o regimento interno da Casa, e que o plenário atendeu a todas as recomendações.
“Essa medida não tem cunho político. Estamos apenas observando o que está previsto no regimento interno da Câmara e atendendo a uma recomendação da Polícia Militar. Questões de segurança são prioridade para evitar qualquer tipo de intercorrência”, disse Arthur Barbosa. Ele explicou que, diante de uma orientação de um órgão de segurança, o regimento permite que a população seja impedida de participar fisicamente da sessão, garantindo que o processo ocorra sem tumultos.
Confira os vereadores favoráveis a cassação: Arthur Barbosa (União Brasil), Luiz Fernando (União Brasil), Zé Divino (PSDB), Oba Oba (PSDB), Martiniano (PSDB), Leandro (PSDB), Longuimar (PDT), Fernanda (Republicanos) e Nelson Gomes (Republicanos). Contrários da cassação foram apenas os vereadores Sumara Leal (PP) e Admilso (PRD).
Vale ressaltar que a vereadora Sumara Leal, e candidata a vice em uma chapa de um outro candidato e tinha interesses pessoas e políticos na mesma chapa que o vereador, agora cassado fazia parte.
Já o vereador Fião, é candidato a prefeito nas eleições de 6 de outubro, também teve interesses pessoas politico, não dando importância pela decisão judicial que corria na justiça contra o vereador Peter Saimon.
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