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Com cesta básica a R$ 789,42, alimentos básicos consomem 56% da renda do trabalhador em Campo Grande

Comercializada a R$ 789,42, o preço da cesta básica em Campo Grande segue como a 6ª mais cara entre as 27 unidades da federação. Impulsionado pelo alto preço da batata, em maio, os alimentos básicos subiram -1,95% em relação a abril e acumulam uma alta de 2,48% ao ano e 5,7% nos últimos doze meses.

Para um trabalhador que ganha um salário mínimo, de R$ 1.518 em escala 6×1 de 8h, são necessárias 114 horas e 25 minutos, cerca de 14 dias de trabalho, para comprar uma cesta básica em Campo Grande. No país, o tempo médio necessário para adquirir a cesta básica foi de 107 horas e 43 minutos, menor do que o registrado em abril, quando ficou em 108 horas e 55 minutos. Já em maio de 2024, a jornada média nacional foi de 110 horas e 31 minutos.

Os dados correspondem a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgadas nesta sexta-feira (6), pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Se comparado o custo da cesta básica com o salário mínimo líquido, ou seja, após descontados os 7,5% referentes à Previdência Social, em maio de 2025, o trabalhador campo-grandense remunerado pelo salário mínimo comprometeu, em média, 56,22% do seu rendimento para adquirir o básico, valor acima da média nacional, de 52,93%. Em abril, a cesta básica comprometeu 53,52% da renda líquida dos brasileiros. Em maio de 2024, o percentual médio ficou em 54,31%.

Queda em 15 das 17 Capitais analisadas

Em maio, o valor da cesta básica caiu em 15 das 17 capitais analisadas. Conforme o Dieese as maiores quedas ocorreram em Recife (-2,56%), Belo Horizonte (-2,50%) e Fortaleza (-2,42%). Em contrapartida, Florianópolis (0,09%) e Belém (0,02%) registram alta.

Além de Campo Grande, o levantamento mensal aponta que, São Paulo segue sendo a capital com a cesta básica mais cara do país (R$ 896,15), seguida por Florianópolis (R$ 858,93), Rio de Janeiro (R$ 847,99) e Porto Alegre (R$ 819,05).

Batata impulsionou alta, mas Campo Grande teve queda

Entre os produtos que registraram a maior altas a batata lidera com aumento nas dez cidades da região Centro-Sul do país. As altas foram entre 4,90% (Belo Horizonte) e 22,35% (Florianópolis). Já as quedas variaram entre -43,57% em Campo Grande, sendo a maior registrada, e -26,38% em São Paulo.

O preço carne bovina de primeira subiu em 14 das 17 cidades pesquisadas, com destaque para Curitiba (3,91%) e Florianópolis (2,68%). No entanto, houve redução de preços em São Paulo (-0,82%), Fortaleza (-0,65%) e Porto Alegre (-0,04%). As elevações ficaram entre 7,43%, em Aracaju, e 28,86%, em Brasília. Conforme o Dieese, a demanda externa por carne, acima da crescente produção interna, elevou o preço no varejo.

Já o cafezinho segue pesando no bolsa do consumidor. No último mês o quilo do café em pó aumentou em 16 cidades. As maiores elevações foram registradas em Aracaju (10,70%), São Paulo (8,49%) e João Pessoa (7,98%). Houve queda apenas em Goiânia (-1,71%). O preço do quilo do pão francês aumentou em 11 cidades, com destaque para Campo Grande (2,65%), mas diminuiu em outras seis capitais, entre as quais se sobressai
Brasília, onde a queda ficou em -1,45%.

Tomate e arroz registram queda

Entre os produtos que tiveram queda, a mais significa foi o arroz agulhinha que caiu em todas as capitais, variando entre -12,91%, em Vitória, e -1,80%, em Belo Horizonte. O tomate ficou mais barato em todas as 17 cidades, com quedas entre -20,85%, em Belo Horizonte, e -1,64%, em Aracaju.

Por fim, o óleo de soja caiu em 13 das 17 cidades pesquisadas, com queda mais expressivas em Belém (-7,80%) e Goiânia (-4,87%). Três cidades, contudo, observaram aumentos: Belo Horizonte (1,11%), Recife (0,53%) e Rio de Janeiro (0,13%). Em Campo Grande, o preço não variou.

Salário mínimo ideal é R$ 7,5 mil

Conforme o Dieese, o salário mínimo ideal para a manutenção de uma família de quatro pessoas corresponde a R$ 7.528,56 em maio de 2025, ou 4,96 vezes o valor do salário mínimo de R$ 1.518,00.

Em abril, o valor necessário era de R$ 7.638,62 (5,03 vezes o piso nacional). Além disso, em maio, o tempo médio necessário para um trabalhador adquirir os produtos da cesta básica corresponde a 107 horas e 43 minutos, menor do que o registrado em abril, quando ficou em 108 horas e 55 minutos.

Em contraponto, na Capital sul-mato-grossense, o valor da cesta básica necessária para alimentar uma família composta por quatro pessoas chega a R$ 2.245,44.

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