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Vizinho e mecânico teriam discutido um dia antes de morte no Jardim Batistão

Marca de tiro. (Foto: Leo de França, Jornal Midiamax)
Vítima e suspeito teriam rixa antiga e discutiam com frequência por conta de reforma em imóvel

Um trabalhador da região presenciou o mecânico Aristóteles Onassis Tufaile, de 47 anos, e seu vizinho, de 66, discutindo um dia antes do crime, no Jardim Batistão, em Campo Grande. Aristóteles foi morto a tiros no fim da tarde de terça-feira (20), após uma briga com o vizinho, preso horas depois enquanto fugia em um carro.

O crime teria sido motivado por desavenças devido à obra em um muro levantado entre as casas no local. O filho de Aristóteles, um jovem de 23 anos, foi atingido por um tiro no abdômen após entrar na frente do vizinho, para tentar proteger o pai, e socorrido em estado grave para a Santa Casa.

Ao Jornal Midiamax, um trabalhador da região comentou que presenciou uma discussão entre a vítima e o suspeito na segunda-feira (19). “Anteontem eu presenciei uma discussão entre os dois. Eles estavam gritando um com o outro”, relatou.

Rixa antiga
Outra testemunha contou que o mecânico estaria fazendo uma reforma em casa há dois anos. A vítima e o vizinho teriam uma rixa antiga e discutiam com frequência por assuntos relacionados à reforma.

“A reforma mais recente é em um paredão da casa do Aristóteles, que está sendo rebocado. Mas, para fazer o reboco, tem que entrar pela casa do vizinho, ou seja, acessá-la pelo portão. Começaram a fazer esse reboco, mas o desentendimento continuou. O vizinho falou que não era para o Aristóteles entrar mais na casa dele e que ele mesmo iria contratar um pedreiro para terminar aquela parte da obra”, explicou a testemunha, que preferiu anonimato.

Na tarde de terça-feira (20), horas antes do assassinato, um calheiro teria ido até a residência e feito as medições, na intenção de retornar para colocar a calha nesse paredão em reforma. Contudo, como já mencionado pela testemunha, precisaria entrar na casa do suspeito.

“Como os dois possuem essa rixa antiga e o vizinho não queria que entrasse na casa dele, os ânimos se exaltaram”, afirmou a testemunha.

fonte: midiamax
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