Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante o Desfile de 7 e Setembro, na Esplanada dos Ministérios Foto: Ricardo Stuckert / PR

Com guerra de bandeirões, atos de 7/9 têm governo focando em soberania e bolsonaristas, em anistia

Em um 7 de Setembro de atos polarizados, capitais brasileiras viram grupos de direita e esquerda defenderem pautas opostas em manifestações simultâneas. De um lado, apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) concentraram-se no pedido de anistia e em críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e usaram bandeirão dos EUA no ato da Avenida Paulista. De outro, o desfile cívico-militar do governo federal defendeu a soberania nacional e apresentou uma gigantesca bandeira do Brasil.

Desfile oficial enfatizou soberania

O desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios teve como foco a defesa da soberania do Brasil. O ato do governo teve como slogan o “Brasil soberano”. Bonés com a marca chegaram a ser distribuídos para o público que acompanhou o evento. Uma das alas do desfile contou com a presença de estudantes formando a palavra “soberania” com camisetas.

Ao som do hino da Independência, durante a passagem da ala, o locutor do evento dizia que “soberania é o Brasil na mão dos brasileiros”. “Este desfile é um tributo à nossa história e à força do nosso povo. A verdadeira soberania se fortalece na democracia”, afirmou. “É com esse espírito que afirmamos: o Brasil é soberano”. A mensagem lida pelo locutor também dizia que soberania é garantir que o povo brasileiro “seja quem mais se beneficia das riquezas e do futuro da nação”.

Na sequência, passou um bandeirão de 140 m², levado por pessoas com camisetas com a mensagem sobre a soberania. “Conduzida com orgulho para afirmar a nossa independência”, disse a locutora do evento.

Também no desfile na Esplanada, a plateia nas arquibancadas soltou o grito de “sem anistia” minutos após a chegada do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na tribuna de honra montada na Esplanada dos Ministérios.

Esquerda defende justiça social e taxação de ricos
Movimentos sociais, sindicatos e partidos de esquerda realizaram manifestações que tinham como bandeiras a defesa da soberania nacional, a justiça social e a taxação dos grandes patrimônios.

Em Brasília, a tradicional marcha do Grito dos Excluídos levou manifestantes a percorrerem o trajeto entre o Setor Bancário Sul e a plataforma superior da Rodoviária, após se concentrarem na Praça Zumbi dos Palmares, no Conic, sob o tema “Vida em Primeiro Lugar”.

Entre as principais reivindicações estavam a regulamentação da jornada de trabalho 6×1, a convocação de um plebiscito popular e a defesa de políticas direcionadas a idosos, mulheres, população negra e pessoas em situação de rua.