Possível retaliação política: a volta de Ademir Peteca e o voto que mexeu com a base governista

A possível retaliação ao vereador Marquinhos Vaz (Republicanos) após seu voto contrário à base governista na eleição antecipada da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028 é hoje o principal assunto nos bastidores políticos de Coxim. O episódio pode resultar na volta de Ademir Peteca (Republicanos) à Câmara Municipal, deixando Marquinhos fora do Legislativo.

A votação terminou em 7 a 6 para o grupo considerado de oposição ao prefeito Edilson Magro (PP), e o voto de Marquinhos foi decisivo. Até minutos antes da eleição, ele ainda acenava apoio à base do governo, mas surpreendeu ao optar pela chapa adversária. O gesto foi visto como uma virada de última hora e, segundo fontes políticas, não teria sido bem recebido entre aliados do prefeito.

A possível saída de Marquinhos e o retorno de Peteca, que atualmente comanda a Secretaria de Assistência Social, são interpretados como uma resposta direta ao comportamento do parlamentar. Caso a mudança se confirme, ela deve recompor o equilíbrio político da Câmara, fortalecendo novamente o grupo do Executivo.

Marquinhos, que também é radialista e apresentador da Rádio Melodia FM 90,3, voltada ao público cristão e familiar, preferiu não se posicionar sobre o assunto. Ao MS em Foco, limitou-se a afirmar que “estando ou não no cargo de vereador, continuará trabalhando em prol de sua comunidade e da população coxinense, como sempre fez.”

A movimentação evidencia que, em Coxim, as consequências políticas de um único voto podem ser imediatas e contundentes. A base governista tenta se reorganizar após uma derrota simbólica, mas o episódio deixa claro que o tabuleiro político segue em aberto, e as peças ainda podem mudar de lugar.