Presidente do PT diz que MDB de MS se contradiz ao não apoiar Simone Tebet

O mistério quando o assunto é saber se a ministra de Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MSB), será pré-candidata ao Senado por Mato Grosso do Sul ou São Paulo continua. O possível apoio da sul-mato-grossense à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na próxima eleição também é assunto nos bastidores.

Simone já chegou a comentar que deseja ser pré-candidata ao Senado por Mato Grosso do Sul, mas líderes do MDB alegam que o partido só vai apoiá-la se a ministra ‘mudar o discurso’ e não oferecer apoio ao atual presidente em uma possível reeleição.

Recentemente, Edinho Silva, líder nacional do PT, esteve em Campo Grande. O petista afirmou que Simone é uma parceira do Partido dos Trabalhadores e “bateu o martelo” ao dizer que a emedebista vai fazer palanque para o Lula.

O fato é que o tal apoio ao presidente não tem agradado aos líderes do MDB em Mato Grosso do Sul. Presidente do diretório estadual, Waldemir Moka, já disse que a ministra ‘precisa mudar o discurso’ para ter o apoio da sigla em MS.

Durante as eleições do partido, o MDB sul-mato-grossense afirmou que vai apoiar o atual governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), à reeleição. Por sua vez, o progressista está ‘fechado’ com o pré-candidato ao Senado e ex-tucano Reinaldo Azambuja (PL), o que pode ‘balançar’ o grupo, já que o PL tem mais nomes como pré-candidatos na disputa ao Senado Federal.

Com isso, Edinho Silva, líder nacional do PT, diz que, nacionalmente, PT e MDB mantêm uma parceria e, se em Mato Grosso do Sul as siglas não seguem unidas, quer dizer que os líderes emedebistas estão sendo incoerentes.

“Eu respeito o MDB. Hoje é um partido que faz parte do governo do presidente Lula e conta com ministérios importantes. Então a contradição está nas lideranças do MDB aqui do Estado”, disse Edinho ao Jornal Midiamax.

Tem parlamentar que não descarta a possibilidade de deixar o MDB se acaso a Nacional da sigla ‘forçar’ os integrantes de MS a apoiar Simone com ‘discurso lulista’. Junior Mochi, filiado ao partido há mais de 40 anos, é um deles.

“Nós temos um problema de ordem política que não envolve apenas o MDB. Fizemos um acordo lá no início do mandato para apoiarmos Eduardo Riedel ao Governo. No acordo, desenhamos as eleições de 2024, e ele foi cumprido por ambas as partes, adiantando que, em 2026, estaríamos todos juntos. Precisamos entender se o Governo aceita o palanque independente, onde ela apoiaria Lula e Riedel. A decisão ainda é só conversa, mas os incomodados que se mudem. Eu me sinto incomodado com essa posição política. Nunca pensei em mudar de partido. Estou há 44 anos na mesma sigla, mas, dependendo da condução, de como vai ficar, talvez seja essa a alternativa”, ressaltou o deputado.

Na contramão, o presidente do diretório Municipal, Jamal Salém (MDB), anunciou que prestará apoio a Simone independentemente do cenário político. “Eu não posso falar em nome do MDB, porque não tivemos reunião sobre o assunto, mas, na minha opinião, ela tem o meu apoio. Ela é minha amiga, o falecido pai dela é o meu padrinho político. Então, o que ela decidir, vai ter o meu apoio”, disse.