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Desvalorização do peso derruba pacotes para a Argentina em até 30%

Se por um lado a alta no dólar frustrou os planos de quem pretendia viajar para os Estados Unidos ou Europa, a desvalorização do peso argentino em relação à moeda brasileira derrubou em até 30% os preços dos pacotes turísticos de Campo Grande para o país sul-americano.

Regina Matsubara, proprietária da Check In Agência de Viagens, afirma que essa queda é referente a destinos como Buenos Aires. No caso dos roteiros com neve, como Bariloche, ela chega até 10%.

Isso acontece porque com cada real é possível comprar seis pesos. Isso interfere diretamente na parte terrestre do passeio, em custos como diária de hotéis, serviços, alimentação e lazer, que acabam mais em conta.

Levantamento feito pelo G1, por exemplo, mostra que um show de tango cuja entrada em 2017 era de R$ 216, neste ano está em R$ 174.

Os pacotes para a argentina só não ficaram mais baratos porque a alta no dólar está fazendo subir os preços das passagens aéreas, já que o combustível das aeronaves sofre com as idas e vindas da moeda norte-americana.

“A Argentina se apresenta como um dos primeiros destinos escolhidos para quem deseja ter uma experiência no exterior, atraindo não somente por suas belezas e variedades, como também, pelo preço e maior facilidade na comunicação”, afirma Regina.

Cristiano Cicuto, presidente da Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens), afirma que o destino preferido dos sul-mato-grossenses na América do Sul atualmente é o Chile, embora nas duas últimas semanas a alta no dólar tenha afugentado um pouco os turistas.

“Muitas pessoas que começam a viajar para o exterior começam a procurar destinos mais próximos e a Argentina acaba sendo uma das opções por conter destinos de neve mais baratos em comparação com outros lugares”, afirma.

O país do Mercosul tem passado por uma crise financeira que tem pesado no bolso da população local. Recentemente o governo anunciou que pretendia recorrer ao FMI (Fundo Monetário Internacional) como alternativa para conter a recessão.

Esse recurso causou polêmica, já que a administração pública havia prometido não fazer mais empréstimos internacionais.

Fonte: Campo Grande News – Ricardo Campos Jr.

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