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Feminicídio brutal em Sonora expõe avanço alarmante da violência contra mulheres em MS

A manhã da última terça-feira (18) foi marcada por comoção em Sonora, após um homem se entregar à Polícia Judiciária Civil e confessar o assassinato da própria esposa, Gabriele Oliveira dos Santos, de apenas 25 anos. Segundo o repórter Sidney Assis, Giovanni Alfredo Dicchi Oliveira, 31 anos, compareceu espontaneamente à delegacia no início do dia e revelou que tinha matado a esposa por esganadura.

Em seguida, equipes da Polícia Civil foram até uma chácara na Rua das Chácaras, nas proximidades do balneário da cidade, onde encontraram o corpo de Gabriele sobre a cama. De acordo com as autoridades, ele ligou para a mãe da jovem antes de se entregar, dizendo que havia matado a própria filha por ciúmes. A mãe, ao chegar ao local, se deparou com a filha já sem vida.

Segundo a Polícia Civil, Giovanni relatou os fatos com frieza e sem demonstrar arrependimento. Ele foi preso e segue à disposição da Justiça. A perícia foi feita pela Polícia Científica, e o corpo da vítima foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), de onde deve ser liberado ainda hoje para velório e sepultamento em Sonora.

A crescente onda de feminicídios em MS

Com a morte de Gabriele, sobe para 31 o número de feminicídios em Mato Grosso do Sul em 2025, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Um levantamento mais amplo mostra que, entre 2015 e 2025, foram registrados 362 feminicídios no estado, conforme dados do Tribunal de Justiça de MS (TJMS) em parceria com a Sejusp.

Esses números colocam Mato Grosso do Sul entre os estados mais preocupantes no Brasil em termos de violência fatal contra mulheres. Em 2024, o estado registrou 35 feminicídios, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o que equivale a uma taxa de 2,4 casos para cada 100 mil mulheres, a segunda maior do país naquele ano — atrás apenas de Mato Grosso.

A constatação de que esse tipo de crime segue em alta, muitas vezes cometido por parceiros íntimos ou familiares, reforça a urgência de políticas públicas eficazes para proteção das mulheres e a necessidade de mecanismos de prevenção mais robustos.
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