O deputado estadual João Henrique Catan (Novo) afirmou, em discurso na tribuna, na sessão desta quarta-feira (27), da Alems, que a Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) encomendou pesquisa eleitoral dias após receber dinheiro proveniente de convênio com a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), assinado por Jaime Verruck — que depois foi alterado para assinatura de seu substituto, Artur Falcette.
Conforme dados oficiais disponíveis no Portal da Transparência do Governo do Estado, o valor foi pago integralmente apenas 19 dias após a publicação no Diário Oficial assinada inicialmente por Verruck (Republicanos), que já havia deixado o governo, no dia 1º de abril, para concorrer às eleições.
Isso significa que, no dia 29 de abril, o valor foi transferido para a conta da entidade chefiada por Sério Longen e que já teve Jaime Verruck como seu braço direito, atuando como diretor corporativo.
Menos de um mês após receber os R$ 7 milhões, no dia 24 de maio, a Fiems contratou um instituto de pesquisa pelo valor de R$ 76 mil para realizar pesquisa eleitoral para governador e senador.
Informação teria sido omitida em reunião com deputados
Na tribuna, Catan disse que a informação que teria sido repassada pelo substituto de Verruck na Semadesc, Artur Falcette, no último dia 20 de maio, aos deputados, era a de que o governo havia pago apenas R$ 300 mil desse convênio.
No entanto, o Portal da Transparência — sistema oficial de divulgação das contas do Governo — mostra que, naquela data, o valor de R$ 7 milhões já havia sido transferido para a Fiems.
Ao criticar o convênio com a Fiems, Catan, que é pré-candidato ao Governo de MS, denunciava o não pagamento do Governo de contas com operadoras de telefonia e atraso no repasse dos duodécimos aos poderes estaduais. “É um absurdo não pagar conta de telefone e duodécimo em dia e transferir recursos da Fiems para dar resultado, num convênio que foi aumentado, para daqui a dois anos. A Fiems, após receber esse recurso, contrata uma pesquisa eleitoral”, disse.
Gerson Claro se irrita e sai em defesa da Fiems
Durante a denúncia em plenário de Catan, o presidente da Alems, deputado Gerson Claro (PP), ficou visivelmente irritado e questionou: “O senhor está fazendo denúncia ou está, levianamente, fazendo suspeita para poder jogar para a plateia?”.
Então, após Catan concluir o seu tempo de fala, Gerson Claro saiu em defesa da Fiems: “Então, a pesquisa não foi paga com dinheiro do convênio”, concluiu. fonte midiamax
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