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Flávio chama camiseta da Seleção de ‘camisa do Bolsonaro’, e Lula pede esquerda de verde e amarelo

Uniforme da Seleção vira motivo de disputa na campanha presidencial. Governo retoma lema nacionalista após governo Trump anunciar novas tarifas sobre produtos brasileiros.

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) convocou apoiadores a vestirem a “camisa do Bolsonaro” para acompanhar os jogos da Seleção brasileira na Copa do Mundo. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais na quinta-feira (11), durante agenda de pré-campanha no Pará.

“A Copa do Mundo começa hoje. E a gente vai torcer pro Brasil. A gente vai botar a camisa do Br… do Bolsonaro que vocês estão vestindo aí”, afirmou o senador em discurso para apoiadores que usavam a camiseta verde e amarela da Seleção.

No fim de semana, em discurso no Rio de Janeiro, o presidente Lula (PT) disse que a esquerda terá que “andar de verde e amarelo” durante a Copa “para não deixar que as cores do Brasil sejam tomadas por nenhum fascista”.

Nas redes sociais, Lula postou há uma semana uma foto vestindo a camiseta da Seleção e um shorts azul. A legenda trazia uma frase em defesa da soberania nacional: “o Brasil é dos brasileiros”. O lema tem sido usado pelo governo para se contrapor a medidas dos Estados Unidos, que anunciaram novas tarifas sobre produtos brasileiros. O presidente acusa Flávio Bolsonaro e o irmão Eduardo de atuarem junto ao governo Trump para prejudicar o Brasil.

Ao discursar no Pará, o senador associou a bandeira do Brasil à direita e criticou o governo. “O Lula é tão ladrão que até a bandeira ele quer roubar. O PT largou a bandeira do Brasil na lata do lixo. O Bolsonaro foi lá, pegou essa bandeira e levantou com orgulho, porque a gente é brasileiro”, declarou.

O senador afirmou também que os brasileiros assistirão aos jogos do mundial em casa por medo da violência.

Para o cientista político Murilo Medeiros, ao reforçar a conexão com as cores nacionais, Flávio tenta manter mobilizada a base bolsonarista e transmitir a ideia de continuidade do espólio político do ex-presidente, em defesa de valores como conservadorismo e defesa da pátria.

“A Copa do Mundo potencializa essa discussão porque o futebol é um instrumento capaz de unir diferentes segmentos da sociedade em torno de uma identidade comum. Eleitoralmente, nenhum dos dois campos políticos quer abrir mão do simbolismo de vincular-se à camisa da seleção brasileira”,afirma.

fonte: g1

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