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Motorista de aplicativo é feito refém e amarrado em mata no Seminário

Sensação de impotência, medo e dificuldade de acreditar que, horas antes, poderia ter perdido a vida. Estes são os pensamentos e sentimentos que um motorista de aplicativo de transporte de 32 anos disse à reportagem do Campo Grande News na manhã deste sábado (2), depois de permanecer mais de uma hora em poder de assaltantes preso no porta-malas do veículo e, depois, em uma mata na região do Jardim Seminário.

O homem, que registrava a ocorrência na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro, atua pelo aplicativo de transporte Urban. Por volta das 3h30, ele disse ter sido acionado para uma corrida na Vila Planalto, levando os dois passageiros às imediações de um supermercado na avenida Tamandaré. No local, os bandidos anunciaram o assalto.

Armados com um revólver, eles o fizeram deixar o banco do motorista e o prenderam no porta-malas do automóvel –um automóvel VW Gol branco– com uma camisa no rosto. A vítima disse que os criminosos circularam com o veículo durante um tempo, até que ele foi levado para uma mata atrás da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco).

O motorista foi amarrado com uma corda. Um dos criminosos deixou o local com o veículo, enquanto seu comparsa permaneceu vigiando a vítima por cerca de 40 minutos. “Ele (o vigia) disse que ia sair dali, mas não era para eu me mexer, que se ouvisse barulho ia atirar”, disse o homem, que aguardou dez minutos e, percebendo que estava sozinho, soltou-se e procurou ajuda.

“Sensação horrível” – A vítima caminhou pela mata até chegar a uma estrada de chão, onde avistou uma pessoa que lhe indicou um orelhão. Dali, o motorista chamou a Polícia Militar, que deu início às buscas pelo veículo roubado –que não havia sido localizado até a publicação desta matéria.

Segundo a vítima, o automóvel era locado. Vários documentos pessoais e sua carteira foram levados pelos bandidos. Ele também disse que não tinha ferimentos, embora tenha sido alvo de violência verbal durante todo o período em que foi mantido refém.

“Falavam o tempo todo que, se eu fizesse uma coisa errada iam atirar”, afirmou. “A sensação é horrível, de impotência. Não sabia o que fazer na hora. Fiquei com medo, era minha vida em jogo”, prosseguiu o motorista, que também disse ter visto colegas de trabalho passarem por situação semelhante. “Apesar de ter acontecido com meus companheiros, ainda não acredito (que foi vítima) e, infelizmente, tenho de passar por cima disso porque preciso trabalhar”.

Fonte: Campo Grande News.

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