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Plantio é antecipado com expectativa de produzir 9 milhões de toneladas

Lançamento oficial aconteceu hoje (31), mas 10% da área já foi semeada

Os agricultores sul-mato-grossenses adiantaram em 15 dias o plantio do milho de 2ª safra que já contabiliza 10% da área semeada. A expectativa para 2019 é produzir 9 milhões de toneladas em 1,9 milhões de hectares.

O lançamento oficial do plantio no Estado foi realizado nesta quinta-feira (31), em uma propriedade rural localizada na área rural de Campo Grande, com 1,5 mil hectares de extensão. O proprietário, Bruno Maggione, explica que a  lavoura sentiu a estiagem no final do ano, mas, ainda assim, conseguiu uma produtividade acima da média no atual ciclo 2018/2019.

“Iniciamos o plantio em setembro e nos primeiros talhões tivemos uma perda de 30%, em razão do veranico, que comprometeu a etapa de enchimento e crescimento dos grãos. Apesar disso, o escalonamento do plantio possibilitou a recuperação da produtividade que está em 55 sacas por hectare”, relata.

O presidente da Associação de Produtores de Soja (Aprosoja/MS), Juliano Schmaedecke, explica que a antecipação do plantio de milho aconteceu em função da colheita antecipada da soja.

“As condições climáticas resultaram em queda de 12,68% na produtividade, visto que em algumas regiões as perdas foram de até 40% da lavoura. Com isso, os produtores que plantam milho adiantaram a semeadura em quase 15 dias, e, esperamos uma safra com boa performance e crescimento de quase 14% em relação ao ano passado”, observa o dirigente.

Questionado sobre a sensibilidade do milho no período de germinação, Schmaedecke explicou que o grão plantado no segundo período do ano tem algumas vantagens.

“Em relação a soja, o milho é mais sensível a instabilidade climática, porém, o fato de ser plantado no final da estação de verão revela uma vantagem importante. Os dias são mais curtos e a temperatura mais amena, o que é ideal na fase inicial de desenvolvimento”, acrescenta.

REPRESENTATIVIDADE

Para o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Sistema Famasul), Mauricio Saito, os resultados obtidos na propriedade da família Maggione demonstram a determinação dos agricultores em superarem as adversidades, comuns para quem trabalha a céu aberto.

“Acompanhamos a situação dos agricultores impactados com o clima na atual safra e as consequências na produtividade das lavouras. Os produtores que conseguiram antecipar parte das vendas terão que realizar uma boa gestão para enfrentar os próximos meses. Enquanto isso, esperamos que o clima colabore para que a produção do milho supere as espectativas iniciais de produção”, observa.

“Nosso foco é melhorar a logística regional e para isso, temos trabalho intensivamente para colocar em prática projetos relacionados às ferrovias, hidrovias e rodovias do Estado. Temos consciência da contribuição do agronegócio para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e do País”, conclui Verruck.

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