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Policial federal que agrediu mãe e filho em casa noturna cumprirá medidas protetivas

(Reprodução)
O caso aconteceu no dia 28 de março de 2026

O policial federal suspeito de agredir uma mulher de 41 anos e o filho dela, de 23 anos, em março deste ano, em uma lanchonete no Jardim dos Estados, em Campo Grande, deverá cumprir as exigências de uma medida protetiva. A determinação foi publicada pela 3ª Vara da Justiça Federal.

O descumprimento da decisão pode acarretar prisão preventiva. A decisão inclui ainda a esposa do rapaz, uma mulher de 26 anos, que também sofreu agressões. A advogada das vítimas, Danielle Rezende, explica que o pedido de medida protetiva visa preservar os envolvidos durante o processo, que segue em tramitação.

“Como houve uma interação muito violenta na data dos fatos, consideramos mais prudente que houvesse essa cautelar de contato, até para preservar a parte emocional e psicológica das vítimas durante o curso do processo que segue em tramitação”, explicou Danielle.

Segundo a defesa, a família, à época, teve muito medo de uma represália e de que algo pior acontecesse, o que acabou postergando o pedido de medidas protetivas. No entanto, a advogada explica que, após convencer os envolvidos, houve o entendimento sobre a necessidade do pedido.

“Houve um abalo psicológico muito grande, principalmente por parte das mulheres. Por cerca de 10 dias, com medo de acontecer algo, elas se mantiveram longe de suas residências.”

Informações apuradas pelo Jornal Midiamax apontam que o policial federal e o amigo envolvido no caso, que também é agente federal, são do Paraná.

“Existe um procedimento administrativo interno da Polícia Federal, que está apurando os fatos, mas a esse nós não temos acesso, por se tratar de um procedimento interno da PF”, disse a defesa das vítimas.

Além do procedimento da Polícia Federal, a advogada explica que foram iniciados dois processos diferentes contra o autor. “Existe um processo criminal que busca a responsabilização criminal a respeito da violência. E existe o processo cível, que busca a responsabilização referente à parte emocional e psicológica causada pelos fatos, essa sim, indenizatória.”

Com a medida protetiva, o policial fica proibido de frequentar os mesmos lugares que as vítimas, devendo manter distância mínima de 500 metros, e de fazer qualquer tipo de contato com as vítimas ou familiares. “Mesmo que o policial não more em Mato Grosso do Sul, isso não impede um contato, inclusive por causa da tecnologia e das redes sociais. Assim, poderemos dar um pouco mais de tranquilidade no andamento processual.”

Entenda o caso
No dia 28 de março de 2026, as vítimas estavam em uma casa noturna, em Campo Grande, quando o policial teria se aproximado de uma delas de forma insistente e indesejada, segundo relato. O rapaz teria se identificado como policial federal com o intuito de intimidar.

Diante da recusa, o policial teria provocado o filho da vítima. Consta no registro policial que, depois de deixarem a casa noturna, as vítimas se dirigiram a uma lanchonete. O policial, acompanhado de outro agente, foi até o local novamente e se identificou como agente da Polícia Federal.

Conforme as imagens de câmeras de segurança no local, um dos policiais já chega dando um tapa na cabeça do rapaz e usando taser, dispositivo de eletrochoque.

Ao tentar defender o filho, a mãe é agredida com um chute e acaba caindo no chão. Já a esposa do rapaz leva um tapa no rosto ao tentar socorrer as demais vítimas. Os agentes teriam feito ameaças de morte contra os envolvidos.

Entre os crimes previstos no Código Penal, os agentes valeram-se da autoridade do cargo para ultrapassar limites legais de sua atuação. A condição de policiais teria sido utilizada para intimidar e agredir as vítimas.

fonte: midiamax
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