Estados Unidos anunciaram nova sobretaxa contra produtos brasileiros a partir de 22 de julho
O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) afirmou que o Governo Federal escolheu o “confronto em vez da negociação” diante do anúncio da nova taxa de 25% dos Estados Unidos contra os produtos brasileiros, na última quarta-feira (15). O parlamentar elogiou a viagem do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) até aos Estados Unidos para participar de audiência, em 7 de julho, em que seria negociada a taxação. O senador pelo Rio de Janeiro pediu para adiar a nova taxa para depois das eleições brasileiras, em outubro, para não influenciar a corrida eleitoral.
O Governo de Donald Trump (Republicanos) anunciou o tarifaço após terminar uma investigação comercial de cerca de um ano do USTR, o Representante Comercial dos Estados Unidos.
“O que mais precisa acontecer para Lula entender que quem rompe relações com as maiores economias do mundo está punindo o próprio povo brasileiro? Quem vai pagar essa conta é o produtor rural, é a indústria, é o trabalhador que depende da economia girando. Um governo responsável sentaria à mesa para defender o Brasil. Foi exatamente isso que Flávio Bolsonaro fez: foi aos Estados Unidos defender os interesses do Brasil, enquanto Lula preferiu ignorar o problema. Esse desgoverno escolheu o confronto em vez da negociação e, mais uma vez, quem sofrerá as consequências serão os brasileiros”, ele aponta.
De acordo com cálculos da BBC News, o Brasil foi o país mais tarifado pelos Estados Unidos desde que Donald Trump retornou à presidência. A tarifa média efetiva era de 1,19% em janeiro de 2025, durante a gestão de Joe Biden. Atualmente, esse valor é de 11,66%, mas deve alcançar 14,42% até o fim de julho.
Tarifaço
O tarifaço entra em vigor a partir da próxima quarta-feira (22) e se baseia na Seção 301, da Lei de Comércio de 1974. A medida permite aos Estados Unidos apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países. O deputado federal de Mato Grosso do Sul culpa Lula pelo tarifaço.
“Essa não é uma decisão tomada no escuro. O próprio secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o governo Lula se recusou a negociar de boa-fé e preferiu colocar seu projeto político acima dos interesses do povo brasileiro. A investigação americana aponta graves problemas relacionados à insegurança jurídica, à censura e à quebra de confiança institucional”, criticou o congressista.
Confira os produtos brasileiros que ficaram isentos e os que serão taxados pelo tarifaço de Trump
A nova tarifa isenta alguns produtos como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose. O governo norte-americano afirma que tentou negociar no último ano, com o Brasil, as medidas que considera injustas com os Estados Unidos, mas não obtiveram sucesso.
Membros do governo brasileiro apontaram três temas que representaram os principais atritos nas negociações, mas que seriam inegociáveis. São eles: o Pix; aumento da importação do etanol norte-americano pelo Brasil e uma moratória de quatro anos para isentar plataformas digitais do pagamento de tributos e multas.
Produtos que serão taxados
Etanol;
Máquinas agrícolas;
Vestuário;
Maquinário elétrico;
Calçados;
Ferramentas de jardinagem;
Equipamentos de mineração;
Papel;
Açúcar orgânico;
Bens de capital;
Manufaturados em geral;
Produtos químicos diversos;
Itens industriais processados.
fonte: midiamax
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