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Projeto “Arandu Ambue” oportuniza a jovens indígenas conhecimento do mundo acadêmico

Em 2017, a Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas completou 10 anos. Este marco relembra a importância dos povos indígenas na formação e riqueza da sociedade e como eles são ameaçados. No Brasil, no ano de 1500, a população de indígenas era de 8 milhões; em 2017, eles passaram a ser cerca de 900 mil.

Pensando na realidade em que vivem os jovens indígenas em Dourados e com base na política pública de assistência social, foi pensado o projeto Arandu Ambue, que significa conhecimento para o futuro. Projeto nascido do sonho de Ana Silvia Botareli, Gabriel de Carvalho Prado, Kenedy de Souza Morais e Yara Leticia Teixeira de tornar possível o acesso aos jovens indígenas à educação universitária, disposição de vagas, conhecimento dos cursos oferecidos com o objetivo de oportunizar de maneira livre o conhecimento do universo acadêmico universitário, respeitando as escolhas e a realidade dos jovens indígenas de nossa cidade.

O Projeto tem como público alvo os participantes do SCFV (Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos), de 14 a 17 anos, no Cras (Centro de Referência de Assistência Social) Indígena e estudantes do Ensino Médio da escola estadual de primeiro e segundo graus Marçal de Souza-Guateka.

O projeto vem sendo executado no espaço do Cras Indígena da Aldeia Bororó, sendo o primeiro Cras Indígena do Brasil, juntamente com a equipe itinerante do Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) que acompanha semanalmente adolescentes indígenas, por meio do Serviço de Proteção a Adolescentes em Cumprimento de Medida Socioeducativa de Liberdade Assistida (LA), e de Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).

A execução deste projeto dentro da política pública de assistência social do município de Dourados busca também fortalecer junto da comunidade indígena o trabalho em Rede, principalmente com a escola, como pressupõe o conceito de rede em Fernandes 2015, Apud. Olivieri: “onde a rede é concebida como um sistema organizacional capaz de reunir indivíduos ou instituições, de forma democrática e participativa, em torno de causas afins”.

O atual coordenador do Cras Indígena, Kenedy de Souza Morais, assistente social, mestre em Desenvolvimento Sustentável e Indígena da etnia Guarani cita que o projeto “é de grande importância, pois busca através do trabalho em rede de Cras e Creas, levar informações profissionais, construir alternativas de formação superior e técnica e, principalmente, o autoconhecimento dos jovens indígenas. Salientando a conquista de autonomia, fortalecimento cultural e maior número de inclusão de universitários indígenas”.

Fonte: Campo Grande News.

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