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Rodolfo Nogueira vê com “bons olhos” possível intervenção dos EUA na fronteira de MS

Deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS). (Divulgação, Câmara Federal)
Deputado disse que ações podem contribuir com a segurança no Brasil

O deputado federal, Rodolfo Nogueira (PL), vê com “bons olhos” a possível intervenção dos EUA no Brasil, na fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai e a Bolívia. O Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reconheceu a possibilidade dos Estados Unidos adotarem ações militares contra facções em terras brasileiras.

Assim, o deputado federal por Mato Grosso do Sul defendeu a possível ação estadunidense. “Vejo com bons olhos toda iniciativa séria de combate ao crime organizado internacional. O presidente Donald Trump tem defendido uma postura firme contra facções e cartéis, algo que pode contribuir para mais segurança no Brasil e no mundo”, comentou Nogueira.

Assim, destacou que “Mato Grosso do Sul, por ser estado de fronteira, sofre diretamente com o tráfico de drogas, armas e a atuação de organizações criminosas”. Logo, o deputado federal disse que “qualquer ação que enfraqueça essas estruturas tende a gerar impactos positivos para a segurança da população”.

Fronteira de MS fica exposta
A decisão anunciada pelo governo dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas brasileiras PCC e CV como terroristas afeta o enfrentamento a esses grupos, que dominam o país e atuam fortemente na faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia e o Paraguai.

Os Estados Unidos informaram que o PCC e o CV são “as organizações criminosas mais violentas do Brasil”. Parte da justificativa para a classificação como organizações terroristas é que a atuação destes grupos ultrapassa as fronteiras do Brasil.

A medida abre várias frentes em que os norte-americanos poderão atuar em todo o país, inclusive em Mato Grosso do Sul, nas áreas financeira, jurídica e militar.

Um dos principais instrumentos é para a chamada asfixia financeira. Isso porque qualquer banco que utilize o sistema financeiro dos EUA — a maioria das instituições que atuam no Brasil — fica proibido de movimentar dinheiro de pessoas ligadas a essas facções.

Para se ter uma ideia da movimentação financeira desses dois grupos, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontou que, somente no ano de 2022, as facções brasileiras movimentaram cerca de R$ 146 bilhões.

Um dos pontos de preocupação do governo brasileiro é uma possível intervenção militar, assim como ocorreu na Venezuela. O governo dos EUA já se utilizou dessa justificativa de terrorismo para bombardear embarcações no Caribe, por exemplo.

fonte: midiamax
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