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Comissão da CNA discute mercado do boi e avanço da rastreabilidade

Imagem criada por inteligência artificial
Reunião em Brasília abordou preços do boi gordo, custos de produção e o sistema informatizado do PNIB.

A Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu nesta quarta-feira (28), em Brasília, para discutir as expectativas para o mercado do boi gordo e as atualizações do sistema informatizado do Programa Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB). O encontro também tratou dos custos de produção e de ações ligadas à sanidade animal.

Participaram da reunião o presidente da comissão, Cyro Penna, o assessor técnico da CNA, Rafael Ribeiro, o primeiro vice-presidente da comissão, Rafael Gratão, o segundo vice-presidente Amarildo Merotti, a CEO da Agrifatto, Lygia Pimentel, o CEO da FSTech, Aécio Flores, além de representantes das Federações da Agricultura e Pecuária de diversos estados.

Na avaliação de mercado, Lygia Pimentel apresentou uma análise sobre a formação de preços, com explicações sobre commodities agrícolas, a relação entre oferta e demanda e os conceitos de demanda elástica e inelástica. Ela também fez um balanço dos principais acontecimentos que influenciaram o mercado pecuário e o comportamento dos preços entre 2019 e 2025, incluindo exportações de carne bovina, demanda interna e a participação do Brasil na regulação dos preços internacionais.

Para 2026, a análise apresentada apontou aumento dos preços do boi gordo. Para 2027, a perspectiva exposta na reunião foi de manutenção dos preços em patamares elevados. Entre os pontos de atenção, Lygia destacou os custos de produção, especialmente a reposição de animais, pressionada pelos preços do bezerro e do boi magro.

Na pauta da rastreabilidade, Aécio Flores apresentou as atualizações do desenvolvimento do sistema informatizado do PNIB, que prevê a integração dos diferentes elos da cadeia produtiva em uma base central de dados. O projeto foi lançado em dezembro de 2025, teve a contratação formalizada em janeiro de 2026 e iniciou, em março deste ano, a execução e a mobilização das equipes com as primeiras reuniões técnicas.

Segundo a apresentação, a ferramenta permitirá o controle das faixas de numeração atribuídas aos estados, além da habilitação dos centros de distribuição e das fábricas responsáveis pela identificação dos animais. A estrutura integra o avanço do PNIB na construção de um ecossistema de rastreabilidade bovina e bubalina.

Ao final do encontro, Cyro Penna informou que haverá uma reunião na CNA com os Fundos Estaduais Sanitários para discutir a possibilidade de apoio na aquisição de antígenos para o Banco Regional de Antígenos de Febre Aftosa (Banvaco), banco regional integrado por outros seis países.

Fonte: cnabrasil.org.br
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