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USDA em Brasília mantém safra de soja do Brasil em 184 milhões de toneladas

(Imagem criada por inteligência artificial)

Estimativa para 2025/26 foi preservada, com corte na área plantada e previsão maior para esmagamento, farelo e óleo de soja.

A representação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília manteve em 184 milhões de toneladas sua estimativa para a produção de soja do Brasil na safra 2025/26. Se confirmada, a marca representará o terceiro recorde consecutivo de produção no País. Na comparação com a temporada 2025/26, o aumento projetado é de 1,94%. A estimativa oficial do USDA, divulgada no início do mês no relatório de oferta e demanda, é de 186 milhões de toneladas.

O escritório em Brasília reduziu a estimativa de área plantada de 50,5 milhões para 49,7 milhões de hectares. Ainda assim, o número representa avanço de 1,43% em relação à temporada anterior.

Segundo o USDA em Brasília, a revisão reflete uma postura mais cautelosa dos produtores diante da volatilidade climática, que pode comprometer o calendário de colheita e limitar a abertura de novas áreas. O órgão também destacou a incerteza econômica, em um ambiente de juros elevados e de aumento dos custos de produção.

As condições climáticas recentes, embora atípicas, contribuíram para melhorar a umidade do solo nas fases iniciais do plantio em regiões importantes, com potencial para elevar a produtividade. O relatório acrescenta que melhores condições hídricas no Rio Grande do Sul podem compensar possíveis quedas de produtividade em outros Estados, como Mato Grosso. Para o escritório, a irregularidade das chuvas pode afetar mais a colheita do que o plantio.

Na frente externa, as exportações foram mantidas em 117,5 milhões de toneladas, acima da estimativa de 115 milhões de toneladas para 2025/26. De acordo com o USDA em Brasília, o crescimento esperado é sustentado pela maior oferta e pela demanda contínua da China, embora em ritmo mais moderado do que em temporadas anteriores.

O escritório também elevou a estimativa de esmagamento em 2026/27 de 62,5 milhões para 65 milhões de toneladas. A produção de farelo subiu de 47,4 milhões para 50 milhões de toneladas, e a de óleo de soja passou de 12,8 milhões para 13,5 milhões de toneladas.

Segundo o USDA em Brasília, a projeção para o óleo de soja considera aumento superior a 50% da demanda externa em 2026 e os efeitos esperados da adoção da mistura de 16% de biodiesel ao diesel, conhecida como B16.

Fonte: Estadão Conteúdo

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