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Mercado do boi gordo recupera fôlego na primeira quinzena de agosto e arroba chega a R$ 355

Foto: divulgação
Oferta restrita de animais mantém cotações firmes e leva parte dos produtores a segurar as vendas, segundo levantamento do Cepea

O mercado do boi gordo encerra a primeira quinzena de agosto com preços sustentados e oferta restrita de animais prontos para abate. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as negociações desta quinta-feira (13) tiveram estabilidade nas cotações, mas com razoável liquidez em diferentes regiões pecuárias do país.

Mesmo com alguns compradores fora do mercado e indicando retorno às negociações apenas na próxima semana, o Cepea identificou um bom volume de negócios. Do lado vendedor, parte dos pecuaristas segue resistente às propostas atuais e prefere aguardar preços mais elevados.

Axpectativa de valorização está relacionada, sobretudo, à menor disponibilidade de animais terminados para atender à demanda dos frigoríficos.

Arroba chega a R$ 355 em São Paulo
Em São Paulo, pecuaristas que haviam negociado nos dias anteriores receberam propostas semelhantes nesta quinta-feira, mas alguns decidiram não fechar novos negócios diante da expectativa de alta dos preços.

As escalas de abate variaram de acordo com a necessidade de compra em cada região, ficando, de maneira geral, entre quatro e dez dias. Também foram registrados casos pontuais de programações mais alongadas.

Boi gordo sobe até R$ 10 por arroba em Rio Verde
Em Rio Verde (GO), a menor disponibilidade de animais prontos para o abate abriu espaço para reajustes de até R$ 10 por arroba.

Na região, os negócios com boi gordo ocorreram entre R$ 330 e R$ 335 por arroba.

Em Rondônia, por outro lado, as cotações permaneceram estáveis, entre R$ 325 e R$ 330 por arroba.

A oferta restrita de animais também apareceu nas escalas de abate, que ficaram mais curtas, variando entre quatro e sete dias.

Pecuaristas aguardam preços maiores

O comportamento dos vendedores passa a ser um dos pontos de atenção para o mercado. Apesar da realização de negócios, parte dos pecuaristas mantém os animais fora das negociações na expectativa de conseguir valores maiores diante da oferta limitada.

Nesta sexta-feira (14), a liquidez pode diminuir, movimento considerado comum para o último dia útil da semana. O mercado, porém, chega à segunda metade de agosto com atenção voltada à disponibilidade de animais terminados, ao ritmo de compra dos frigoríficos e ao comportamento das escalas de abate.

fonte: canal rural
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