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Motaxista e comparsa que torturaram diarista e mataram homem vão a júri

O mototaxista Juvanildo Souza Vasconcelos, conhecido como “Periquito” e seu comparsa Maksmelones Domingues Nunes, passam por júri popular na manhã desta quinta-feira (17). Eles são acusados da morte Valmir Francisco da Silva, 49 anos, e tortura de Lilia Dias Rosa Almeida, ex-mulher da vítima, por causa do sumiço de uma arma em 2016.

A vítima foi encontrada morta no dia 23 de março de 2016, em uma escola abandonada, no Jardim Centro-Oeste. Imediatamente, a Polícia Civil ligou o achado do corpo a uma denúncia de agressão registrada dois dias antes pela ex-mulher da vítima, Lilia Dias Rosa Almeida.

Valmir foi assassinado por supostamente se envolver no sumiço de uma arma de fogo da casa de Juvanildo, três dias antes. O revólver teria sumido após limpeza feita por Lilia, que trabalhava como diarista no imóvel.

Ministério Público – O MP reiterou que o motivo das agressões, torturas e da morte de uma das vítimas seria o sumiço de uma arma de fogo e quantia em dinheiro da casa de “Periquito”. Tudo começou quando a diarista foi questionada sobre o paradeiro da arma e do dinheiro e, não obtendo respostas, os acusados passaram a torturá-la com socos, chutes, asfixia e golpes de facão.

Depois foram atrás de Valmir, ex-marido da diarista, que também foi questionado sobre o sumiço dos objetos e agredido violentamente. Maksmelones agrediu diversas vezes a cabeça da vítima, com a prancha do facão, enquanto Lilia era segurada por Juvanildo.

Depois do espancamento, a dupla fugiu e ocultou o corpo do homem em uma construção abandonada. Passado algum tempo, voltaram ao local das agressões tentando arrombar o portão da casa de Valmir, oportunidade em que Lilia fugiu. Ao notar a ausência da mulher, os denunciados também fugiram.

A defesa de Juvanildo pede a absolvição do acusado, por negativa de autoria, e a defesa do acusado Maksmelones o afastamento das qualificadoras.

O juiz titular da vara, Aluízio Pereira dos Santos, pronunciou os acusados pelo crime de homicídio doloso, por motivo torpe, em relação a Valmir Francisco da Silva e pelo crime de tortura em relação a Lilia. Periquito também foi pronuciado no crime de porte ilegal de arma de fogo.

O juiz afastou a qualificadora meio cruel/tortura, pois segundo ele “diante da dinâmica visualizada, não se pode afirmar que os acusados pretendiam matar Valmir”. O juiz também afastou a tese de ocultação de cadáver por não haver indícios suficientes de materialidade e autoria do crime.

Fonte: Campo Grande News.

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