O deputado estadual Paulo Duarte (PSB) utilizou a tribuna nesta quinta-feira (5), dia Mundial do Meio Ambiente, para falar de um assunto que tem preocupado ambientalistas e defensores da reserva ambiental do Parque do Prosa e Parque dos Poderes. Como membro da Comissão de meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o parlamentar denunciou como irracional e perigoso o processo de verticalização da localidade.
“Hoje tem autorizados na região da Reserva do Parque do Prosa e na zona de amortecimento empreendimentos que vão praticamente acabar com essa reserva. A perspectiva é de construir prédios de quase 30 andares”, se indigna o deputado, lembrando que a área foi criada pelo ex-governador Pedro Pedrossian, tido como um visionário por instituir a sede administrativa do Governo do Estado em um local que mais tarde, por decreto, seria transformado em uma reserva ecológica, única em todo o Brasil.
Para Paulo Duarte o maior problema, atualmente, é a falta de uma lei que defina critérios para o uso sustentável da reserva ecológica do Parque do Prosa. “Eu vou encaminhar uma indicação ao Governo do Estado e ao Imasul solicitando que seja editada uma lei para colocar ordem nessa situação”, esclarece o deputado. “Aqui temos várias nascentes, inclusive algumas já bastante degradadas. Não sou contra o desenvolvimento, mas em qualquer lugar do mundo há restrições e critérios para construção de empreendimentos em determinados locais. Então vamos pedir para que o Governo do Estado edite e encaminhe à Assembleia uma norma que regule o uso da área da reserva e também da zona de amortecimento”, explica o parlamentar.
Para deixar mais claro o problema, o parlamentar cita o número de empreendimentos que já estão previstos para serem construídos na região de amortecimento da reserva, ao longo de 14 quilômetros ao redor do Parque dos Poderes. “São 5.447 unidades habitacionais, 537 unidades comerciais e 7.500 vagas para estacionamento. A fauna e a flora do parque irão acabar, porque vai impermeabilizar a região, vai encher tudo de concreto. Enquanto isso, Campo Grande tem inúmeros vazios urbanos que poderiam ser ocupados, levando progresso para outros locais da cidade”, argumenta Paulo Duarte.
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