Coxim enfrenta hoje um cenário que deixou de ser apenas incômodo e virou demonstração clara de falta de gestão. A cidade está há quase 5 meses sem contrato com uma empresa especializada em limpeza urbana, período que completa em dezembro, e o resultado está exposto em cada bairro: sujeira acumulada, mato alto, entulhos e vias que parecem abandonadas.
Mas o problema vai muito além da limpeza. A cidade está tomada por buracos espalhados por todas as regiões, muitos deles abertos pelas obras de saneamento e outros pela falta de manutenção. Motoristas reclamam diariamente: não há suspensão de carro que aguente o estado atual das ruas. A população paga por um sistema viário que está se deteriorando e não recebe solução à altura.
E esse é apenas um dos reflexos de uma lista crescente de falhas administrativas:
caminhões de lixo quebrando com frequência e atrasando a coleta;
contas e pagamentos a fornecedores atrasados;
transporte escolar enfrentando problemas recorrentes;
falta de manutenção em bueiros e bocas de lobo;
serviços urbanos improvisados e sem continuidade.
São problemas que se acumulam e evidenciam uma administração que perdeu sua capacidade de planejar e reagir ao óbvio.
Uma nova licitação vem aí, mas já demorou demais
Somente agora, após meses de serviços emergenciais e paliativos, a Prefeitura prepara um pregão para contratar uma nova empresa. O contrato prevê ações essenciais como:
varrição semanal das vias principais;
capina e roçagem periódicas;
limpeza de bueiros;
poda de árvores e pintura urbana.
Tudo isso é necessário — mas também é o mínimo.
E a pergunta continua: por que Coxim ficou quase 5 meses parada, dependente de improviso, sem planejar o básico?
A cidade não precisa só de uma empresa. Precisa de gestão.
O que a população vê hoje é um município sujo, esburacado, com serviços funcionando no limite e uma prefeitura que reage tarde aos problemas. E quando o básico falha, tudo falha: mobilidade, segurança, saúde pública e qualidade de vida.
Coxim merece mais
Não se trata apenas de limpar ruas ou tapar buracos. Trata-se de:
planejamento,
organização,
continuidade dos serviços,
e respeito ao cidadão que paga seus impostos e trafega todos os dias por uma cidade que parece largada.
Até que isso mude, a sensação permanece a mesma:
o morador segue pagando a conta pelos erros de gestão, enquanto a cidade tenta apagar incêndios que não deveriam existir.

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