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Mercado de soja recua no Brasil com pressão de Chicago após relatório do USDA

foto: canal rural
Expectativa de redução maior nos estoques dos EUA não se confirmou, enquanto realização de lucros levou contratos em Chicago a recuarem

O mercado brasileiro de soja registrou queda nos preços na ultima sexta-feira (11), acompanhando o movimento negativo da Bolsa de Chicago. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o mercado esperava um ajuste forte nos estoques norte-americanos, mas o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) não trouxe essa redução na intensidade esperada.

Com isso, os fundos ajustaram parte das posições compradas em Chicago, levando as cotações a recuarem quase 3% nas mínimas da sessão. Os prêmios subiram após o relatório, mas de forma limitada, enquanto a alta do dólar também foi fraca. “A queda em bolsa pesou significativamente no mercado”, destaca Silveira.


Nos portos, o recuo ficou entre R$ 2,00 e R$ 3,00 por saca. No mercado interno, também houve ajuste nas ofertas dos compradores, mas com pouca mudança na estrutura geral das negociações.

Segundo Silveira, o produtor segue firme e com pouco ímpeto para negociar o restante da soja disponível. “No geral, tivemos queda de preços e mercado travado”, resume o analista.

No mercado físico, as cotações recuaram nas principais praças acompanhadas pela Safras & Mercado.

Passo Fundo (RS): caiu de R$ 155,00 para R$ 153,00
Santa Rosa (RS): caiu de R$ 156,00 para R$ 154,00
Cascavel (PR): caiu de R$ 151,50 para R$ 149,00
Rondonópolis (MT): caiu de R$ 147,00 para R$ 145,00
Dourados (MS): caiu de R$ 147,00 para R$ 145,00
Rio Verde (GO): caiu de R$ 147,00 para R$ 146,00
Paranaguá (PR): caiu de R$ 162,50 para R$ 160,00
Rio Grande (RS): caiu de R$ 163,00 para R$ 161,00

Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em forte baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta sexta-feira. O mercado reverteu os ganhos semanais acumulados até ontem, quando os preços atingiram os maiores níveis em três anos.

O dia foi marcado por um forte movimento de realização de lucros, intensificado após o relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), considerado baixista. Ao contrário da expectativa do mercado, o USDA elevou a estimativa para a safra americana.

O relatório indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,535 bilhões de bushels em 2026/27, o equivalente a 123,4 milhões de toneladas. A produtividade foi reduzida de 53 para 52,7 bushels por acre. No relatório anterior, a estimativa era de 4,519 bilhões de bushels, ou 123 milhões de toneladas. O mercado apostava em número de 4,492 bilhões de bushels, ou 122,3 milhões de toneladas.


Os estoques finais estão projetados em 310 milhões de bushels, ou 8,44 milhões de toneladas. Em agosto, a previsão era de 320 milhões de bushels, ou 8,71 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 289 milhões de bushels, ou 7,86 milhões de toneladas.

O USDA projetou safra mundial de soja em 2026/27 em 442,35 milhões de toneladas. Em agosto, a previsão era de produção de 442,25 milhões de toneladas. Os estoques finais para 2026/27 estão estimados em 124,02 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado de 123,1 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2025/26 estão estimados em 125,27 milhões de toneladas, abaixo do esperado pelo mercado, de 125,1 milhões.

Durante a semana, os contratos encontraram sustentação na boa demanda chinesa pela soja americana. O sentimento é de que a procura dos asiáticos tende a crescer com a proximidade do encontro entre os líderes dos dois países, Donald Trump e Xi Jinping. A disparada do petróleo foi outro ponto de sustentação.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 35,75 centavos de dólar, ou 2,68%, a US$ 12,96 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,12 por bushel, com retração de 35,25 centavos de dólar, ou 2,61%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 4,10, ou 1,14%, a US$ 352,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 69,68 centavos de dólar, com perda de 2,24 centavos, ou 3,11%.

Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,43%, sendo negociado a R$ 5,1235 para venda e a R$ 5,1215 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0720 e a máxima de R$ 5,1330. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,10%.

fonte: canal rural
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