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Bernal morreu com trombose nas artérias do coração, aponta laudo médico

(Madu Livramento, Jornal Midiamax)
Ex-prefeito de Campo Grande, Bernal morreu na madrugada desta segunda-feira (13), na Santa Casa

A trombose aguda de stents nas artérias foi um dos fatores que levaram à morte de Alcides Bernal, de 60 anos, que estava internado na Santa Casa de Campo Grande. O ex-prefeito morreu na madrugada desta segunda-feira (13).

Réu pelo assassinato do auditor fiscal Roberto Carlos Mazzini, Bernal estava internado na Santa Casa desde o fim de semana. No início deste mês, ele sofreu um infarto e passou por cirurgia. Dias depois, recebeu alta e foi levado de volta ao Presídio Militar — onde estava preso desde 24 de março.

A defesa havia pedido a prisão domiciliar do ex-prefeito, alertando para a necessidade de repouso domiciliar por, no mínimo, 30 dias. Bernal passou por três procedimentos cirúrgicos para a desobstrução de artérias, com a implantação de stents, e a defesa alegou que a estrutura do presídio não é adequada para o tratamento pós-cirúrgico.

Na madrugada desta segunda-feira (13), o ex-prefeito não resistiu. Informações obtidas pelo Jornal Midiamax indicam que Bernal sofreu um choque cardiogênico, infarto agudo do miocárdio e trombose aguda de stents, além de ter o diagnóstico de doença coronariana e diabetes mellitus.

O ex-prefeito foi submetido a um cateterismo de urgência devido ao infarto agudo do miocárdio. Durante o procedimento, foi observada a trombose de stents nas artérias.

Na ocasião, a equipe médica tentou fazer angioplastia, mas não houve sucesso. Bernal sofreu paradas cardíacas, não retornou à circulação espontânea e teve o óbito constatado às 0h35.

Réu por assassinato
No fim de junho, a Justiça mandou Alcides Bernal a júri popular pelo assassinato de Roberto Mazzini. Na decisão, a prisão preventiva do réu também foi mantida pelo juiz de Direito, Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri.

O crime aconteceu em uma casa que pertenceu a Bernal, mas foi arrematada em um leilão por Mazzini, no ano passado. Na tarde de 24 de março, Roberto foi até lá, na presença de um chaveiro, a fim de tomar posse do imóvel, mas foi alvejado por ao menos dois tiros, que atingiram a região da costela, transfixando-a, e a dorsal da vítima.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 14h; eles realizaram, por cerca de 25 minutos, manobras de reanimação, mas o servidor não resistiu e morreu.

Após o crime, o ex-prefeito se entregou na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro. Já o chaveiro, que presenciou o assassinato, foi encaminhado para o Cepol (Centro Integrado de Polícia Especializada).

fonte: midiamax
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